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Em nova paralisação, Fluminense tem cenário diferente de um ano atrás

Fernando Diniz já apontou quais os pontos que pretende trabalhar durante a paralisação - FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC
Fernando Diniz já apontou quais os pontos que pretende trabalhar durante a paralisação Imagem: FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Alexandre Araújo

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

16/06/2019 04h00

Há exatamente um ano, em 16 de junho de 2018, o técnico Abel Braga pedia demissão do Fluminense e escancarava uma crise pela qual o clube passava. Era o início da paralisação para a Copa do Mundo da Rússia e o então presidente Pedro Abad teve de aproveitar o período para remontar o departamento de futebol. Agora, apesar da recente mudança na cúpula do Tricolor, uma nova pausa no calendário e um cenário diferente com, talvez, algumas lições deixadas pela última temporada.

A saída de Abel Braga, que citou "desgaste no dia a dia muito grande" em comunicado de despedida, foi uma surpresa para a diretoria, que perdia o terceiro nome em um período de pouco mais de um mês - o CEO Marcus Vinicius e o diretor de futebol Paulo Autuori tinham pedido para deixar o clube semanas antes.

Pedro Abad, então presidente, se via isolado, sem apoio dos grupos políticos que eram aliados e o ajudaram na eleição. O clima interno teve reflexo também na arquibancada, com protestos que tinham o então mandatário como alvo.

O diretor de futebol Paulo Angioni chegou ao clube dias depois do adeus de Abel, para a vaga de Autuori, e o técnico Marcelo Oliveira foi anunciado no dia 22, quatro dias antes do elenco voltar aos treinos. Essas alterações tiveram eco no planejamento para o segundo semestre, deixando de sonhar com o G6 e passando a ter pesadelos com a zona de rebaixamento.

Agora, apesar de pleito presidencial recente - Mario Bittencourt foi empossado na última segunda-feira -, o departamento de futebol não teve mudanças e, ao que tudo indica, vive dias de paz. Celso Barros, vice-presidente geral e homem forte do futebol, garantiu a permanência de Angioni e do técnico Fernando Diniz e demonstrou confiança no trabalho de ambos.

Mesmo com a mudança na cúpula, o planejamento do departamento de futebol se mantém em andamento, com diretor e treinador analisando possíveis saídas e chegadas para o elenco.

O panorama em campo, por outro lado, é mais preocupante. Apesar dos elogios em relação à atuação em algumas partidas, o time não engrenou e chega à paralisação do Campeonato Brasileiro na 16ª colocação, apenas uma posição à frente do Z-4 e com oito pontos ganhos, mesma pontuação da Chapecoense, primeiro time na zona.

Após o jogo com a Chape, na última quinta-feira, Diniz deu indícios do que enxerga como pontos que o time tem de melhorar, além de quais as preocupações e focos em relação a reforços.

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