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SP tentará comprar Pato em janeiro, mas exige salário abaixo de R$ 800 mil

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

23/09/2014 06h00

Alexandre Pato está emprestado pelo Corinthians ao São Paulo até dezembro de 2015, mas deverá ter a situação definida já no mês de janeiro. A diretoria são-paulina quer aproveitar a redução da multa rescisória do empréstimo – de 15 milhões de euros (R$ 45 milhões) para 10 milhões de euros (R$ 30 milhões) – para contratar o atacante definitivamente. O São Paulo, no entanto, vai negociar e exigir que Pato aceite reduzir os salários de R$ 800 mil, dos quais o Corinthians paga metade. A principal preocupação é que os vencimentos do atacante causem um conflito de ciúmes no elenco de 2015, que não terá Kaká e Rogério Ceni.

“Eu pretendo fazer alguma ginástica sobre isso. A partir de janeiro a cláusula cai para 10 milhões de euros. O salário dele é elevado, precisaria negociar com ele, senão vai ter problema com o elenco. Eu queria fazer isso o mais rápido possível, mas tem esse problema de salário, que precisaríamos conversar. Ele ganha R$ 800 mil, isso não existe no futebol brasileiro”, afirma o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, que tem total autonomia do presidente Carlos Miguel Aidar para comandar o departamento.

Como apontado pelo presidente nas últimas semanas, no meio da guerra política com Juvenal Juvêncio, o São Paulo não tem hoje valor próximo de R$ 30 milhões para concretizar a transferência, mas enxerga possibilidades. O ponto principal é que Rogério Ceni e Kaká não estarão mais no clube. O goleiro e capitão, aos 41 anos, recebe valor que é teto salarial no elenco. O pagamento do São Paulo por Kaká não é tão alto, mas também superior à grande maioria do plantel.

A pressa do São Paulo por Pato se explica: em dezembro de 2012 o Corinthians pagou 15 milhões de euros (R$ 40 milhões, na época) para tirar o atacante do Milan (ITA), quando estava em baixa e num inferno de lesões consecutivas. Hoje, depois de se tornar um dos principais jogadores do São Paulo, ao lado de Kaká e Paulo Henrique Ganso, Pato está em momento superior. O temor do São Paulo é que a janela de transferências do meio de ano, em julho de 2015, abra brechas para que clubes europeus façam propostas ao Corinthians. Como a movimentação de mercado é menor na Europa durante o mês de janeiro, no meio da temporada, é menos provável que o São Paulo tenha concorrentes no negócio.

Quem sai ganhando se Pato for vendido ao SP em janeiro?

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“Primeiro preciso ter condições. Hoje não tenho dinheiro para comprar e tem a questão do salário. Nunca falei com o Pato sobre isso. Vamos precisar conversar, mas agora não é o momento”, acrescenta Gil Guerreiro.

O momento, no entanto, está para breve. O São Paulo vai definir em outubro o planejamento do futebol para 2015. A expectativa da diretoria é que daqui a 30 dias já seja possível conhecer a receita do clube em patrocínio para o próximo ano – os departamentos comercial e de marketing fecham acordo com a Puma e tentam alinha parceria de patrocínio máster, e esperam concretizar o segundo em outubro. Assim, com panorama de como estará o cofre, Ataíde Gil Guerreiro reunirá o gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira e o técnico Muricy Ramalho para definir Pato e nomes e posições que deverão ser contratados para a próxima temporada. Isso inclui, também, se um reforço de peso para o lugar de Kaká será procurado.

“O planejamento de todas as posições e não só do Kaká nós pretendemos fazer no comecinho de outubro. É um planejamento para pensar na Libertadores, é total. Pretendo sentar com o Muricy e chegar num acordo”, afirma o vice de futebol.

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