PUBLICIDADE
Topo

Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Corinthians só incluirá R$ 5 milhões em dívidas em cobrança via Lei da SAF

Torcida do Corinthians durante partida contra o Boca Juniors, na Neo Química Arena, pela Libertadores 2022 - Ettore Chiereguini/Ettore Chiereguini/AGIF
Torcida do Corinthians durante partida contra o Boca Juniors, na Neo Química Arena, pela Libertadores 2022 Imagem: Ettore Chiereguini/Ettore Chiereguini/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

15/05/2022 04h00

O Corinthians só incluirá cerca de R$ 5 milhões em dívidas para serem pagos por meio da centralização das ações na Justiça Cível. O RCE (Regime de Centralização de Execuções) foi instituído pela Lei da SAF para o futebol e o clube pediu o benefício à Justiça de SP, o que foi concedido em março. O valor baixo explica-se porque apenas ações em fase final de execução são colocadas dentro deste programa, e não todas as cobranças feitas ao clube.

Com a Lei da SAF, clubes como Botafogo, Vasco e Cruzeiro já pediram e obtiveram o regime de cobranças centralizado para dívidas na Justiça Cível e trabalhista. Há um debate sobre se eles podem usar a lei já que ainda não tinham virado SAF quando conseguiram o benefício - agora, o time mineiro e o da Estrela Solitária já viraram SAF.

Pela Lei, seriam destinados 20% das receitas dos clubes para pagamento dos credores. No caso do Corinthians, no entanto, esse valor será bem menor. A previsão é de pagar por enquanto uma parcela de R$ 65 mil mensais. O débito será quitado em 72 meses.

Mas, se houver novas ações em execução, o Corinthians deve incluir também na centralização. Por isso, o clube vai propor uma parcela que é menor do que pode pagar atualmente. Para haver um espaço para incluir novas dívidas que cheguem à fase de execução.

É importante ressaltar que os R$ 5 milhões não são todas as dívidas do Corinthians judiciais ou cobradas fora da Justiça. No balanço, o clube registra R$ 35,6 milhões em provisões para contingências, isto é, processos de possível perda. Além disso, no item fornecedores, há R$ 269 milhões em débitos com fornecedores do futebol ou de serviços, além de outras pendências om empresários e jogadores. São dívidas não judicializadas.

O Corinthians não pretende usar a Lei da SAF para as dívidas trabalhistas porque já conseguiu uma medida na Justiça para centralizar esses débitos. No total, o clube tem R$ 7 milhões em pendências trabalhistas judiciais já em execução. Repita-se: o número de ações é maior.