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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Liga e CBF mostram interesse em negociar direitos da Série B

Jogadores do Botafogo levantam taça da Série B - Vitor Silva/Botafogo.
Jogadores do Botafogo levantam taça da Série B Imagem: Vitor Silva/Botafogo.

15/12/2021 04h00

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A negociação de investidores por uma Liga do Brasileiro da Série A envolveria também a Série B. Ao mesmo tempo, a CBF já iniciou conversas com clubes e agentes do mercado para venda de direitos do campeonato da Segundona. Esses direitos pertencem à Globo até 2022, mas, depois, estão em aberto.

Um grupo de 15 clubes da Série A e três da Série B —o Botafogo subiu— assinou uma carta de intenções com a empresa Codajás para a apresentação de proposta para compra de um percentual de uma futura Liga do Brasileiro. A oferta ainda não foi formalizada e está sendo estruturada com recursos do fundo norte-americano Advent. É possível que ocorra até o início de janeiro.

Há um plano de incluir os clubes da Série B em um passo posterior. O entendimento é de que o projeto faz sentido com times das duas divisões do país, visto que há uma interação entre times com acessos e descensos.

Quando os clubes fundaram a Liga, no meio do ano, o projeto envolvia os clubes da Série B em um total de 40 clubes. Tanto que times como Vasco, Botafogo e Cruzeiro sempre participaram das discussões.

O valor a ser pago por uma fatia da Série A ainda está sendo avaliado. Já o contrato da Segundona é mais fácil de ser estimado pois foi negociado de forma conjunta, com intermediação da CBF. O acordo vale mais de R$ 200 milhões.

A CBF, por sua vez, já trabalhou fez algumas reuniões para falar sobre a negociação do contrato da Série B. Só que esse negócio, no momento, está paralisado porque a entidade passa por um momento de definição política. Ou seja, não houve avanço.

Haverá uma reunião no início do ano para a assembleia geral ratificar a punição do ex-presidente Rogério Caboclo, afastado por todo o restante do seu mandato. A partir daí, o presidente mais velho vai ter 30 dias para marcar uma nova eleição em que somente os oito vice-presidentes poderão ser candidatos. A definição do novo presidente terá impacto na atitude da CBF em relação à liga e à Série B.