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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

CBF e Conmebol reúnem-se para superar crise Caboclo e fazer Copa América

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Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

06/06/2021 23h54

Depois do afastamento de Rogério Caboclo, houve uma reunião de urgência da cúpula da Conmebol para debater a realização da Copa América neste domingo, dia 6. A intenção era analisar problemas de logística da competição por conta do pouco tempo para organizá-la. Não há recuo na intenção de viabilizar o torneio mesmo com o principal dirigente do torneio afastado por denúncia de assédio sexual.

O governo Bolsonaro mantém apoio à Copa América no Brasil.

A competição seria na Argentina e na Colômbia. Primeiro, a Conmebol desistiu da Colômbia por conta dos protestos. Depois, a Argentina desistiu por conta do estágio da pandemia de coronavírus no domingo passado, dia 30 de maio.

No mesmo dia, o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, pediu a Caboclo que organizasse a competição no Brasil. O dirigente procurou o governo de Jair Bolsonaro e conseguiu apoio para empreitada. Agora, há críticas e problemas logísticos a serem enfrentados.

Com a saída da Caboclo, a CBF analisa quais os desafios principais no momento. Há quatro sedes, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Cuiabá. Serão necessários voos charters para chegar em aeroportos internacionais próximos das sedes como Cuiabá e Goiânia. Os times devem ficar concentrados em seus países.

Além disso, há uma mobilização de cerca de mil pessoas de staff para realização da competição, incluindo árbitros. Ainda há logística para ser feita em relação às transmissões dos jogos. Já existe uma estrutura inicialmente montada no Brasil, além de acordos comerciais. Já está claro que será impossível vacinar todas as pessoas como prometido ao governo federal.

Analisados todos os fatores, não é visto como viável qualquer recuo em relação à organização do torneio. Há acordos comerciais e um investimento que gira entre US$ 30 milhões e R$ 40 milhões já feitos no Brasil. Por isso, a Conmebol e a CBF se reestruturam para garantir a Copa América em meio à crise gerada por Caboclo.

Rodrigo Mattos