PUBLICIDADE
Topo

Rodrigo Mattos

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Como erros habituais de Flamengo e Fluminense explicam empate na 1ª final

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

16/05/2021 04h04

O primeiro Fla-Flu da final do Carioca foi marcado por lições para as duas equipes, com o empate por 1 a 1. No caso rubro-negro, são os vacilos defensivos e ofensivos habituais que complicam jogos. Para os tricolores, é a aposta em um time sem intensidade diante de um rival superior. Não são aprendizados novos, e sim, repetidos, cansativos.

Como era esperado, o Flamengo tomou o jogo em suas mãos logo de cara. Tinha a bola, o campo tricolor e as chances de gol. Sua posse chegava a quase 70%. O Fluminense não jogava, mal respirava, apenas se entrincheirava.

Neste cenário, foi até natural o gol rubro-negro. Egídio errou duas vezes e cometeu um pênalti desnecessário em Gerson com um pisão. Gabigol abriu o placar. Poderia ter aumentado em lance claro de gol, diante de Marcos Felipe. Perdeu com um erro técnico incomum para ele, ainda que a conclusão fosse com a direita.

Mais uma vez, o Flamengo saia de um primeiro tempo em que era plenamente dominante, com seu time titular, com uma vantagem inferior ao que tinha jogado. Sorte do Fluminense que adotara uma estratégia equivocada com um time recuado que não pressionava a saída do rival. Lembrava o último Fla-Flu com titulares das duas equipes, no Brasileiro.

A volta para o segundo tempo não trouxe grandes mudanças. O Flamengo seguiu no comando do jogo e tratou de jogar mais uma chance fora com um Bruno Henrique mais livre, de frente, equilibrado. Botou para fora.

Aí ocorreram dois movimentos simultâneos. Do lado rubro-negro, Rogério Ceni começou a tirar parte de seus titulares até acabar com um ataque de Pedro e Gabigol. Do lado tricolor, Roger abriu mão de seu ataque estático, Fred e Nenê (saiu no intervalo), por Abel e Cazares.

O jogo mudou em seu último terço (aquela expressão que o Tite adora). Foram 20min de um Fluminense que pressionava e se aproveitava das falhas rubro-negras. Enquanto isso, o Flamengo se tornou um time meio disforme, uma linha de defesa e meio longe do seu ataque. Faltava intensidade.

O Fluminense empatou em uma bola aérea, a de número 800 na temporada rubro-negra. Poderia ter virado na sequência com Luiz Henrique em uma dispersão da defesa do Flamengo, a de número 800 na temporada. A partir daí, o jogo se arrastou até o final com o Fluminense melhor em campo. Na partida do Brasileiro, virou em erro rubro-negro nos minutos finais.

De saldo, os dois times devem ter bem claros os seus erros já que são repetidos com admirável frequência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Rodrigo Mattos