PUBLICIDADE
Topo

Rodrigo Mattos

Campeão da Libertadores, Jesus tem só 1 voto para lista de técnicos da Fifa

Com série de tropeços, Jorge Jesus sofre com avalanche de críticas no Benfica - Divulgação
Com série de tropeços, Jorge Jesus sofre com avalanche de críticas no Benfica Imagem: Divulgação
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

26/11/2020 04h00

A lista de melhores jogadores e técnicos da Fifa para a última temporada tem 20 participantes que atuam no futebol europeu, sem membros de outros continentes. Campeão da Libertadores e vice do Mundial, pelo Flamengo, o técnico Jorge Jesus teve apenas um voto como terceiro lugar na relação. Entre os cinco treinadores está Marcelo Bielsa que atuava na segunda divisão inglesa.

O regulamento de melhor do mundo prevê que a Fifa faz nomeações de candidatos à lista de melhores juntamente com seus parceiros de futebol (entende-se por aí as confederações continentais). A partir daí, a escolha da lista mais curta do topo de cada item é feita por um painel de especialistas.

A Fifa deixa claro que não interfere no trabalho. No grupo escolhido de especialistas, estão três sul-americanos (Cafu, Mondragon e Forlán), três europeus (Stoichkov, Schweinsteiger e David Villa), dois africanos (El Hadary e Touré), um asiático (Park) e um da América Central e do Norte (Suazo). Assim, o entendimento da entidade é que há representatividade na escolha dos melhores.

Cada faz um lista de três nomes para cada categoria em ordem decrescente de mérito. Devem levar em consideração a temporada de 20 de julho a 7 de outubro, justamente quando acaba a Champions League.

Fato é que há dez jogadores que atuam no futebol europeu, sendo dois sul-americanos, dois africanos e seis europeus. Entre os treinadores, estão Hans-Dieter Flick, campeão da Champions, com o Bayern de Munique, Klopp, campeão da Premier League, e Zidane, que ganhou o Espanhol com o Real Madrid. Além deles, Lopetegui, vencedor da Europa League com o Sevilla, e Marcelo Bielsa, que levou o Leeds United de volta à primeira divisão após campanha na Segundona inglesa.

Jesus só teve um voto, como terceira opção entre os dez membros do painel. Não foi possível saber sua posição na lista final, nem quem votou nele.

Entre os atletas, são dez jogadores que atuam em times europeus. O mesmo ocorre com a relação de cinco goleiros.

O presidente da entidade, Gianni Infantino, tem defendido que o futebol de clubes não pode ter uma visão só para a Europa. Para isso, defende que o Mundial de clubes tem que se expandir para poder dar melhores cotas e visibilidade a times de outros continentes. Ele não participa da elaboração da lista. Vice campeão do Mundial da Fifa, o Flamengo foi ignorado na lista também em termos de jogadores. Gabigol marcou 43 gols na temporada de 2020, e 16 tentos na atual.

Os melhores do mundo, entre jogadores, goleiros e técnicos, serão definidos pelo colégio eleitoral de capitães e treinadores de todas as seleções do mundo.

De outros continentes, há jogadores concorrentes para prêmios de melhores só na categoria de gol mais bonito: Prêmio Puskas. No caso, o uruguaio Arrascaeta concorre com um gol de bicicleta no Brasileiro.

Rodrigo Mattos