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Cruzeiro tenta renda extra de TV em contrato da Série B, mas Globo rejeita

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

29/02/2020 04h00

A gestão provisória do Cruzeiro esteve na quinta-feira negociando com a Globo para tentar desafogar as finanças do clube. Havia dois objetivos: um era tentar uma renda extra em contrato por exibição da Série B e o segundo era melhorar o fluxo de descontos de antecipações feitas pelo clube. A emissora rejeitou a ideia de mudar o acordo vigente: o time mineiro terá de optar pela cota fixa da Série B ou ficar só com o dinheiro do Pay-per-view.

Com o novo acordo de televisão do Brasileiro, os clubes deixaram de ter direito a uma salvaguarda em caso de rebaixamento para a Série B. Ao cair, tem que escolher entre um valor fixo da Segundona (em torno de R$ 8 milhões) ou ficar com a fatia a que tem direito no pay-per-view da Série A. Neste último caso, os clubes não têm remuneração pelas TVs Aberta e Fechada.

Na sede da CBF, a gestão provisória do Cruzeiro perguntou à Globo se seria possível um outro contrato pelos direitos da TV Aberta e Fechada da Série B, fora da cota fixa. A emissora informou que as regras vigentes nos contratos serão mantidas para qualquer clube, sem possibilidade de mudança.

Ao blog, o presidente do núcleo gestor provisório do Cruzeiro, Saulo Fróes, explicou que, sim, tinha feito pedidos à emissora, sem detalha-los. "Não está muito fácil eles atenderem os pedidos também", disse. Confirmou que há um excesso de antecipações feitas pela administração anterior e isso também seria negociado.

De fato, o site "Superesportes" revelou que a gestão de Wagner Pires de Sá antecipou R$ 70 milhões das receitas de televisão da Globo em 2018, que serão descontados até 2022. Isso foi feito por meio do Fundo Polo. O pedido cruzeirense é para flexibilizar os descontos para não asfixiar o time nesta temporada.

A Globo tem sido reticente de mudar compromissos assinados porque também tem suas previsões de fluxo de caixa. Mas a emissora prometeu analisar esse pedido cruzeirense porque não quer deixar o clube sem alternativa financeira. Nada foi fechado na negociação.

A gestão provisória do Cruzeiro também esteve com o presidente da CBF, Rogério Caboclo. Segundo Saulo Fróes, a intenção foi mostrar que a agremiação mudou seus procedimentos em relação a gestões anteriores. Além disso, foi pedida uma ajuda na divulgação do sócio-torcedor do clube que é a grande aposta para aumento de receitas.

Blog do Rodrigo Mattos