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Renato Maurício Prado

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Até quando Éverton Ribeiro será titular no Fla, sem jogar bulhufas?

Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

28/04/2021 02h04Atualizada em 28/04/2021 02h04

Numa noite de goleadas dos times brasileiros na Libertadores (a exceção foi o Santos, batido pelo Boca Juniors, na Bombonera), o Flamengo também aplicou a sua ao vencer o chileno La Calera (o mais fraco de seu grupo) por 4 a1, no Maracanã, com direito a dois gols de Gabigol, um de Arrascaeta e uma pequena obra-prima de Pedro, que entrou já no final, substituindo Bruno Henrique.

Não chegou a ser uma exibição de gala do rubro-negro carioca, houve até momentos sonolentos, no início do segundo tempo, que permitiram que os chilenos marcassem, mas todos os gols do Fla nasceram em belas jogadas, baseadas, como de hábito, na alta qualidade individual de seus jogadores.

Da linda troca de passes de Gerson e Arrascaeta até o toque de Gabigol, no primeiro, ao contra-ataque mortal, puxado por Bruno Henrique e finalizado por Arrascaeta, no segundo. Da roubada de bola do uruguaio e o passe preciso de Bruno Henrique para Gabigol marcar o terceiro (chutando com a perna direita); ao golaço de Pedro, após arrancada impressionante de Vitinho, pela ponta-direita.

E aí, na participação decisiva desses dois jogadores reservas, nasce a pergunta que não quer calar. Por que Éverton Ribeiro, que teve mais uma atuação apagadíssima, ainda é titular no Flamengo? Não faz mais sentido.

Há quem defenda sua substituição por Vitinho (troca que não mudaria a atual maneira de jogar), há quem prefira ver Pedro como titular, ao lado de Gabigol (escalação que obrigaria Ceni a algumas alterações táticas). Seja qual for a escolha, o importante é que o time rubro-negro volte a jogar, desde o início, com onze jogadores. Com Éverton, tem atuado com dez.

Sim, Éverton roubou, na intermediária do Flamengo, a bola que deu origem ao contra-ataque do segundo gol. Sim, ele é talentosíssimo e, num único lance, pode até decidir uma partida. Mas há quanto tempo não faz isso? Desde que voltou da seleção brasileira, em 18 de novembro de 2020. Já são mais de cinco meses sem jogar nada!

Até quando Rogério Ceni continuará apostando nele?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Renato Maurício Prado