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Renato Maurício Prado


Novo caneco no coletivo-apronto para enfrentar a LDU

 jogadores do Flamengo comemoram vitoria ao final da partida contra o Vasco no estadio Maracana pelo campeonato Carioca 2019 - Thiago Ribeiro/AGIF
jogadores do Flamengo comemoram vitoria ao final da partida contra o Vasco no estadio Maracana pelo campeonato Carioca 2019 Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

22/04/2019 04h00

Com os 2 a 0 do primeiro jogo e considerável vantagem técnica sobre o adversário, o Flamengo se deu ao luxo de transformar a segunda partida da final do carioquinha numa espécie de coletivo-apronto para o compromisso mais importante que terá pela frente nesta semana: a LDU, na altitude de Quito, pela Libertadores.

Sem alternativa, o Vasco cumpriu à risca o papel que lhe era dedicado - e que se espera seja também o dos equatorianos, na próxima quarta-feira. Partiu com tudo em busca do gol e permitiu aos rubro-negros jogar em contra-ataque, explorando os lançamentos de Diego (principalmente) e Arrascaeta para a velocidade de Gabigol e, posteriormente, Vitinho.

O gol de cabeça de William Arão, na primeira ação ofensiva contundente do Fla, tornou o panorama ainda mais favorável ao time dirigido por Abel. E, justiça seja feita, nem assim os vascaínos esmoreceram, marcando a defesa rubro-negra por pressão e lutando com denodado ardor até a última bola, mesmo depois que Vitinho balançou a rede e liquidou a fatura, aos 37 minutos do segundo tempo.

Por isso, a demissão do técnico Alberto Valentim, imediatamente após o jogo, chegou a parecer injusta, face ao que sua equipe se entregou nesse segundo duelo contra um adversário que lhe é claramente superior em termos técnicos. A justificativa dada pelo presidente vascaíno, Alexandre Campello beirou o surreal:

- O trabalho dele (Valentim) é bom e nós o consideramos um treinador excelente. Tudo corria bem até o final da Taça Guanabara (vencida pelo Vasco). Mas a partir daí a pressão (da torcida) aumentou muito e já estava começando a atrapalhar.

Em suma: quem dirige o Gigante da Colina agora é o torcedor. O nada saudoso Eurico Miranda deve ter dado cambalhotas no túmulo...
Com a obrigação de vencer (o empate a elimina automaticamente da competição), a LDU, assim como o Vasco, terá de partir com tudo para buscar o gol contra o Flamengo, na próxima quarta-feira. É o tipo de situação que agrada a Abel, fervoroso adepto dos contra-ataques em velocidade.

Não estivesse Everton Ribeiro tão bem, não me surpreenderia se o técnico rubro-negro optasse por uma formação com dois velocistas nas pontas (Bruno Henrique e Vitinho, por exemplo, ou Gabigol e Vitinho, aí na esquerda, com Bruno Henrique centralizado). Outra fórmula possível foi testada no final do jogo contra o Vasco, com Diego atuando como falso nove e Vitinho e Lincoln abertos.

Qual será o onze que começará em Quito? Acho que no momento, nem Abel sabe. Por isso, pouco tempo ele terá para curtir o trigésimo quinto estadual conquistado pelo Fla. Terá que quebrar a cabeça, nos próximos dias, pensando na escalação rubro-negra contra a LDU.

A mais provável ainda é Diego Alves (que está pegando cada vez mais!), Pará (argh!), Léo Duarte, Rodrigo Caio (outro que melhora, jogo a jogo) e Renê (que também subiu de produção); Cuellar; Arão (mais um que vem evoluindo) e Arrascaeta; Everton Ribeiro, Gabigol e Bruno Henrique.

Diego no banco? Pois é. Os melhores lançamentos (como o que deu pra Vitinho, no segundo gol) continuam a ser dele. E agora?

Se vira, Abelão...

Retrocesso à vista?

Se forem confirmados os rumores de que Vanderlei Luxemburgo pode ser o substituto de Alberto Valentim, no Vasco, o Gigante da Colina dará um passo gigantesco rumo ao seu quarto rebaixamento... A esperança dos vascaínos é que tudo não passe de mais um lobby dos amigos do "profexô".

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