Rafael Reis

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Conheça as armas dos times que querem impedir título mundial do Fluminense

A vitória por 2 a 1 sobre Boca Juniors, ontem, no estádio do Maracanã, deu ao Fluminense o título da Copa Libertadores da América-2023 e o direito de representar a Conmebol na última edição do Mundial de Clubes da Fifa no formato como conhecemos hoje.

O torneio que reúne anualmente os campeões de todas as confederações continentais filiadas à Fifa, além de um representante do país-sede, terá sua despedida entre os dias 12 e 22 de dezembro, na Arábia Saudita.

Após uma folga de um ano, a competição retornará ao calendário internacional em 2025, completamente reformulada, com a participação de 32 clubes (a América do Sul terá direito a seis vagas) e disputada a cada quatro anos.

Mas o que aguarda o Flu na Arábia?

Para responder essa pergunta, o "Blog do Rafael Reis" apresenta um guia completo com os detalhes sobre cada um dos seis times estrangeiros que se unirão ao campeão da Libertadores em busca do título de campeão mundial.

MANCHESTER CITY (ING)

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Imagem: Michael Regan/Getty Images

Vencedor da Liga dos Campeões da Europa
Técnico: Pep Guardiola (ESP)
Destaque: Erling Haaland (NOR)
Brasileiros: 1 (Éderson)
Melhor campanha em Mundiais: Estreante
Aproveitamento nesta temporada: 72,9%

Como acontece com todo campeão europeu, é o time a ser batido no Mundial. Mas o City é ainda mais forte do que a média dos vencedores da Champions. Afinal, venceu as três últimas edições do campeonato nacional mais badalado do planeta, conta com o técnico mais admirado e aclamado das últimas décadas e tem no comando do ataque um jogador visto como candidato a acumular prêmios de melhor do mundo nos próximos anos.

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LEÓN (MEX)

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Imagem: Divulgação/Twitter @fifaworldcup_es

Vencedor da Liga dos Campeões da Concacaf
Técnico: Nicolás Larcamón (ARG)
Destaque: Fidel Ambríz (MEX)
Brasileiros: nenhum
Melhor campanha em Mundiais: Estreante
Aproveitamento nesta temporada: 44,5%

Surpresa na última Concachampions, a equipe mexicana ainda não alcançou o mesmo nível de desempenho do primeiro semestre e está patinando na temporada. Parte dessa queda se deve à saída do centroavante Victor Dávila, eleito o melhor jogador da competição continental, que foi negociado com o CSKA Moscou. Para o seu lugar, foi contratado o uruguaio Nico López (ex-Inter), que tem decepcionado.

AL-AHLY (EGI)

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Imagem: Alex Grimm - FIFA/FIFA via Getty Images
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Vencedor da Liga dos Campeões da África
Técnico: Marcel Koller (ALE)
Destaque: Mohamed El Shenawy (EGI)
Brasileiros: nenhum
Melhor campanha em Mundiais: Terceiro colocado em 2016 e 2020
Aproveitamento nesta temporada: 62,5%

Depois de cruzar o caminho do Flamengo na edição anterior, o clube mais vitorioso da África está pronto para sua décima participação em Mundiais. Apesar de ainda contar com o goleiro Mohamed El Shenawy e com os meias Aliou Dieng e Afsha, três dos seus tradicionais pilares, o Al-Ahly mudou bastante com a chegada de um técnico europeu, o suíço Marcel Koller. Uma das mudanças foi a contratação de um centroavante contratado no Velho Continente, o francês Anthony Modeste, ex-Borussia Dortmund.

URAWA RED DIAMONDS (JAP)

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Imagem: Divulgação

Vencedor da Liga dos Campeões da Ásia
Técnico: Maciej Skorza (POL)
Destaque:
Brasileiros: nenhum
Melhor campanha em Mundiais: Terceiro colocado em 2007
Aproveitamento nesta temporada: 58,7%

É um time copeiro, que costuma crescer nos mata-matas decisivos. Prova disso é que seu último título japonês data de 2006. Mas, só nos últimos cinco anos, ganhou três troféus de torneios eliminatórios e chegou em mais duas finais. A principal força do time japonês está no sistema defensivo liderado pelo lateral direito Hiroki Sakai, veterano de três Copas do Mundo, e pelo zagueiro dinamarquês Alexander Scholz.

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AUCKLAND CITY (NZL)

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Imagem: Shane Wenzlick /Divulgação

Vencedor da Liga dos Campeões da Oceania
Técnico: Albert Riera (ESP)
Destaque: Ryan de Vries (NZL)
Brasileiros: Nenhum
Melhor campanha em Mundiais: Terceiro colocado em 2014
Aproveitamento nesta temporada: 83,3%

O participante mais tradicional do Mundial vai alinhar na competição pela 12ª vez. Apesar de manter a mesma base do elenco das temporadas anteriores, os neozelandeses tem uma importante novidade neste ano: o centroavante argentino Emiliano Tade, maior artilheiro da história do clube, está machucado e só deve voltar aos campos em 2024. Menos mal que seu substituto, Ryan de Vries, não para de balançar as redes e marcou 16 gols nos últimos 21 jogos.

AL-ITTIHAD (ARA)

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Imagem: Divulgação/ Al-Ittihad
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Vencedor do Campeonato Saudita
Técnico: Nuno Espírito Santo (POR)
Destaque: Karim Benzema (FRA)
Brasileiros: 4 (Fabinho, Igor Coronado, Marcelo Grohe e Romarinho)
Melhor campanha em Mundiais: Quarto colocado em 2005
Aproveitamento nesta temporada: 70,2%

Dezoito anos depois da sua única participação em Mundiais, o Al-Ittihad retorna ao torneio como representante do ambicioso projeto saudita de levar ao Oriente Médio alguns dos maiores astros do futebol global. Além de Benzema, nome número um da companhia, o elenco dirigido por Nuno Espírito Santo conta também com os meias Fabinho (ex-Liverpool) e N'Golo Kanté (ex-Chelsea) como principais estrelas.

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