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REPORTAGEM

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FPF quer testagem obrigatória no Paulista. Copinha não muda protocolo

Dr. Moises Cohen, presidente do comissão médica da FPF, em entrevista ao "Globo Esporte" - Reprodução / TV Globo
Dr. Moises Cohen, presidente do comissão médica da FPF, em entrevista ao 'Globo Esporte' Imagem: Reprodução / TV Globo
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

14/01/2022 14h08

Em reunião nesta quinta (13), a Comissão Médica e de Controle de Dopagem da Federação Paulista de Futebol decidiu que não será preciso fazer ajustes no protocolo sanitário da Copa São Paulo de Juniores. Também foram elaboradas propostas para o Campeonato Paulista. Elas serão discutidas com médicos dos clubes das Séries A1, A2 e A3 do Estadual na próxima segunda (17).

De acordo com Moisés Cohen, presidente da comissão médica, dados coletados com os clubes indicam que não há necessidade de mudanças na Copinha, apesar do avanço da variante ômicron do coronavírus. Segundo ele, a porcentagem de resultados positivos nos testes para Covid-19 da Copinha foi de 2,4% até o momento da análise. "É muito pouco para mudar uma regra. De cerca de 3 mil pessoas envolvidas com a Copinha, 94,4 % estão com o esquema vacinal completo", afirmou Cohen.

Para as três principais divisões do Campeonato Paulista, as propostas da comissão incluem "recomendar fortemente o passaporte vacinal". Porém, ele não seria obrigatório.

Haveria obrigatoriedade para os testes 24 horas antes dos jogos, com flexibilidade para se adaptar à logística dos clubes. Isso se a sugestão da Comissão não for alterada depois da conversa com os médicos das agremiações.

"Com vacinação, a manifestação do vírus é sempre mais leve. Para a saúde do atleta é que interessa a vacinação. Para a comissão, o que interessa neste momento é diminuir a transmissibilidade do vírus (durante o campeonato). O que diminui a transmissibilidade não é a vacina, é o teste. Então, recomendamos fortemente o passaporte vacinal. Obrigatoriamente, teremos os testes", explicou Cohen.

O jogador que testar positivo só poderá voltar a jogar a partir do 11° dia após a testagem. "Mas o retorno depende muito da avaliação do médico do clube. Ele deve avaliar as condições clínicas do jogador", disse Cohen. Serão os médicos das equipes também que decidirão quando esses atletas poderão retornar aos treinamentos.

Quem testou positivo a partir do primeiro dia de 2022, só precisaria voltar a ser testado quatro meses depois, pela proposta inicial do comissão.