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REPORTAGEM

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Santos sofre nova derrota em caso de prioridade dada ao Barça por Giva

Giva no Santos, em 2013 - Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Giva no Santos, em 2013 Imagem: Moacyr Lopes Junior/Folhapress
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

11/08/2021 04h00

O Santos sofreu nova derrota na Justiça no caso relacionado à prioridade dada em 2013 ao Barcelona para a compra de Giva, então promessa da base do clube. A operação foi feita durante a venda de Neymar para o time catalão.

Nesta terça (10), em segunda instância, foi negado provimento ao recurso apresentado pelo Santos contra decisão que obriga o Peixe a repassar a duas empresas parte do 1,8 milhão de euros pagos pelo Barça pela prioridade numa eventual contratação de Giva. A ida do atacante para o Barça nunca se concretizou.
Em 2018, em primeira instância, a Justiça determinou que o Santos pagasse o equivalente a 959.940 euros (aproximadamente R$ 3,85 milhões em valores da época), acrescidos de juros, para as empresas Gold Soccer e Aspire Sport. Juntas, elas tinham 53,33 % dos direitos econômicos de Giva. O Santos possuía 20%, e o restante pertencia a outros investidores.
O Santos recorreu, mas nesta segunda a condenação foi mantida.
Geraldo Fonseca, advogado das duas empresas, calcula o valor da condenação em cerca de R$ 15 milhões. Segundo ele, essa quantia já poderá ser cobrada na Justiça ainda que o Santos apresente novo recurso.
O departamento de comunicação do Santos não respondeu ao blog sobre o tema até a conclusão desta matéria. Porém, durante o processo, os advogados santistas alegaram entre outros motivos, que o clube nada devia para as empresas porque Giva, hoje no Figueirense, deixou o Peixe de graça.