PUBLICIDADE
Topo

Blog do Perrone

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Comissão arquiva pedido pela inelegibilidade de Andrés no Corinthians

Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em 2018 - Daniel Vorley/AGIF
Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em 2018 Imagem: Daniel Vorley/AGIF
Conteúdo exclusivo para assinantes
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

15/07/2021 21h57

A Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu arquivar o pedido de conselheiros de oposição para a realização de uma assembleia de sócios com votação para tornar Andrés Sanchez inelegível no clube por dez anos.

A solicitação foi motivada pela reprovação das contas referentes a 2019, ano em que Andrés era o presidente.

A deliberação da comissão de ética e disciplina foi de que o pedido não é cabível, entre outros argumentos, porque o mandato de Andrés já se encerrou. O ex-presidente teve a sua defesa analisada pela comissão. Ela foi apresentada por escrito.

No entendimento de membros da comissão, os conselheiros que apresentaram o requerimento podem recorrer contra a decisão no Conselho Deliberativo.

Em reunião da comissão na última terça (13), o relator Carlos Roberto Elias votou pelo arquivamento e foi seguido por todos os membros do órgão. A comissão é presidida por André Luiz de Oliveira, aliado histórico de Sanchez. Ele nega que a relação com o ex-presidente interfira em suas ações no órgão.

O pedido dos opositores falava em instauração de procedimentos de apuração de responsabilidade seguida de votação de inelegibilidade de Andrés por 10 anos.

O estatuto do clube diz que a reprovação das contas é motivo para a destituição do mandatário, mas não fala o que deve ser feito se o dirigente já tiver deixado o cargo, caso de Andrés.

O estatuto também aponta que o administrador que praticar gestão temerária ou irregular deve ser afastado, após decisão da assembleia geral, ficando inelegível por dez anos.

Os opositores usam a lei que trata do Profut e define gestão irregular ou temerária para enquadrar o ex-presidente nesse caso. A lei também cita inelegibilidade por dez anos e diz que, caso não exista regra específica na agremiação, caberá à assembleia geral deliberar sobre a instauração de procedimentos de apuração de responsabilidade.

Se inscreva no Canal Ricardo Perrone no Youtube.

Blog do Perrone