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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Tite usa argumento frágil ao falar de antijogo da Argentina

Tite consola Neymar após derrota da seleção brasileira para a Argentina na final da Copa América - Alexandre Schneider/Getty Images
Tite consola Neymar após derrota da seleção brasileira para a Argentina na final da Copa América Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images
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Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

11/07/2021 10h55

Na opinião deste blogueiro, Tite escolheu um argumento frágil ao reclamar do que chamou de antijogo da Argentina na final da Copa América neste sábado (10), no Maracanã.

Tal queixa depõe contra o treinador da Seleção Brasileira. Pega mal para o técnico que o ocupa o principal posto entre os treinadores brasileiros bater numa tecla tão desgastada.

A justificativa de que o adversário "não quis jogar" é uma das mais usadas por comandantes que tentam explicar os fracassos de suas equipes.

"Foi um jogo picotado para caramba, queríamos jogar, mas teve antijogo o tempo todo, de cavar falta, demora para bater, árbitro... Não deu ritmo, queríamos jogar. A estratégia deles era picotar. Enfim, é do jogo. Mas defensivamente eles foram uma equipe bem postada, o goleiro em grande fase, com linha de quatro defensiva com qualidade e peças de reposição. Há mérito do outro lado. Tem esse fator do antijogo, mas tem que se passar em cima disso também", afirmou o treinador da Seleção Brasileira.

O pior é que Tite agiu como se desconhecesse o futebol argentino. Ele não sabe que os rivais, além de técnicos, são especialistas em segurar vantagem no placar?

Sem falar que a Argentina não fez nada de exagerado nesse sentido na final da Copa América. O time de Lionel Scaloni jogou bola, sim. Marcar de maneira eficiente também faz parte do jogo.

O desempenho dos dois times nas finalizações explica melhor o resultado do que a queixa de antijogo.

Segundo o "Sofascore", Brasil e Argentina acertaram o alvo apenas duas vezes cada. Só que os brasileiros fizeram 13 finalizações (cinco fora do alvo e seis bloqueadas) contra seis dos argentinos. Esse dado ajuda mais o torcedor a entender o que aconteceu do que pintar a Argentina como catimbeira.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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