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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Renato solta os "bichos", Flamengo volta ao seu estilo e massacra o Bahia

Gabigol comemora o seu primeiro gol - JEFFERSON PEIXOTO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Gabigol comemora o seu primeiro gol Imagem: JEFFERSON PEIXOTO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

18/07/2021 20h12

Se na estreia de Renato Gaúcho Portaluppi o Flamengo ficou a maior parte do tempo fechado, se defendendo, atraindo o adversário para seu campo e correndo enormes riscos, neste domingo, na visita ao Bahia, eles soltou os "bichos". Assim, o time voltou ao seu estilo característico. Posse e bola, pressão no campo do oponente para recuperá-la rapidamente e já no primeiro tempo vitória parcial por 2 a 0, gols de Gabigol, estreante neste campeonato brasileiro. Ele faria o terceiro na segunda etapa, ao final, o placar de 5 a 0.

Renato fez alguns ajustes na maneira como o time se comporta, com Gustavo Henrique formando a dupla novamente ao lado de Léo Pereira (Rodrigo Caio segue lesionado) e Willian Arão no meio-campo voltando para fazer a saída de bola entre os dois zagueiros. Diego, ao seu lado, reapareceu muito bem, com Isla atacando no corredor direito sem parar, como já acontecia antes da chegada do técnico, mas desta vez atuando muito bem.

Filipe Luís, que vinha participando mais próximo da zaga, fazendo a saída de bola em três, esteve mais aberto na lateral-esquerda, mas sem a profundidade do chileno pelo outro lado. Ali, quem corre é Michael, sempre próximo à linha. Arrascaeta, pela meia canhota, mais por dentro, e Everton Ribeiro, do outro lado, perto da margem do campo, ocuparam as posições habituais, com ótima participação, exceto pelas chances que o camisa 7 não aproveitou.

Os 2 a 0 na primeira etapa foram justos, pelo volume de jogo rubro-negro, com amplo domínio sobre o Bahia, confuso, marcando mal, tentando, sem sucesso, sair jogando e perdendo quase todos os rebotes. Já o segundo tempo começou com o Bahia mais ofensivo. Galdenazi acertou o travessão de Diego Alves aos seis minutos, mas em contra-ataque, Gabigol ficou frente a frente com Matheus Teixeira e parou no goleiro tricolor. Não demorou e Everton Ribeiro fez grande passe para o artilheiro marcar o terceiro, 18º gol do camisa 9 em 17 partidas na temporada. Incrível!

Com a vitória assegurada, Renato poupou quase meio time. Filipe Luís, Michael, Diego Ribas e Gabigol deram lugar a Renê, Vitinho, João Gomes e Pedro. Não demorou e o camisa 11 cruzou para o centroavante ampliar com um salto na pequena área: 4 a 0. Em seguida, Vitinho fez o quinto com assistência de Arrascaeta.

Uma grande vitória, a segunda seguida no Pituaçu com o Flamengo fazendo cinco gols (5 a 3 em 2020). São 17 tentos dos rubro-negros e sete contra nos quatro últimos duelos entre os times. Quarta-feira o time terá seu desafio mais importante, contra o Defensa y Justicia, pela Libertadores. Certamente os torcedores esperam que o técnico siga o ritmo deste domingo, como em um dos cânticos da Torcida Jovem: "Um, dois, três, solta os bichos de uma vez".

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL