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Há mais do que a frase infeliz da foto sem máscara na entrevista de Landim

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, em entrevista ao programa Seleção SporTV - Reprodução/SporTV
Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, em entrevista ao programa Seleção SporTV Imagem: Reprodução/SporTV
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

25/09/2020 15h17

Nesta sexta-feira, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, participou do programa Redação no canal Sportv. Sua frase sobre tirar a máscara e prender a respiração dispensa maiores comentários de tão sem nexo: "Eu não tiro foto com máscara. Tá certo? Eu não tiro foto com máscara, quando eu vou tirar uma foto, tiro a máscara, prendo a respiração e tiro a foto".

Afinal, qual o problema de tirar foto com máscara em meio à pandemia? Enfim. Mas na entrevista ao programa apresentado por Marcelo Barreto, com participações de Tim Vickery e Luiz Antônio Simas, parece fazer sentido parte do que falou o dirigente, em especial sobre os protocolos contra a Covid-19.

Um dos trechos que soa pertinente é aquele no qual Landim discorreu sobre a estrutura dos hotéis e a circulação do ar condicionado no ambiente sem adaptações etc. Independentemente das críticas, muitas delas justas, que fazemos à diretoria do Flamengo, vale a pena refletir sobre o que falou.

O ponto que chama atenção diz respeito ao protocolo da Conmebol. Tudo indica que novos casos parecidos com os do time carioca poderão ocorrer, talvez não na mesma escala pelas características ainda mais excepcionais dessa viagem. O time fez dois jogos em um intervalo de quatro dias no mesmo país, inviabilizando uma volta ao Rio de Janeiro e o retorno ao Equador entre uma partida e outra - são cerca de seis horas e meia em voo direto, fretado.

Há um trecho no qual ele fala sobre os riscos de infecção entre o momento do teste e cada peleja. E é bem relevante. Landim disse que o protocolo da Conmebol proporciona essa possibilidade por causa de longos intervalos entre a testagem e a entrada em campo para jogar.

Nesse momento, além de criticar o Flamengo ou quem quer que seja por decisões equivocadas, pressões pela volta do futebol e do público aos estádios antes da hora certa, vale a pena um olhar mais atento aos protocolos de Conmebol e CBF. Os vilões do novo coronavírus podem ser mais numerosos do que se imagina. E o clube carioca não é o único que deseja a continuidade das competições. Raro no meio do futebol é encontrar quem seja contrário.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL