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Após grupo político pedir a cabeça de Domènec, Braz vai bancar o treinador

Tuíte do grupo FlaFut pedindo a imediata demissão do técnico Domènec Torrent - Reprodução Twitter
Tuíte do grupo FlaFut pedindo a imediata demissão do técnico Domènec Torrent Imagem: Reprodução Twitter
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

18/09/2020 22h12

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, dará entrevista coletiva neste sábado às 13h30 de Brasília. Será a primeira manifestação pública de um dirigente depois da maior derrota do time na história da Libertadores, os 5 a 0 impostos pelo Independiente Del Valle, na noite de quinta-feira, em Quito. No contato com a imprensa, Braz vai bancar o técnico Domènec Torrent um dia depois de um grupo político que faz parte do Conselho do Futebol, o "Conselhinho", pedir a demissão do treinador e, consequentemente, entrar em rota de colisão com o vice.

Dekko Roisman, que viaja com a delegação pelo Equador, integra o FlaFut, que nessa sexta-feira utilizou sua conta no Twitter para pedir a demissão do catalão. Ilustrando o fio (uma sequência de tuítes) com foto do treinador conversando Braz, foi registrado que "o Grupo FLAFUT, pelo bem do Clube de Regatas do Flamengo, solicita a imediata demissão do atual técnico e de toda a comissão técnica trazida por ele". Contudo, internamente, a avaliação é de que não há jogadores querendo derrubar Domènec. Além disso, sabe-se que não haveria quem comandasse a equipe na próxima partida se Dome e seus assistentes fossem imediatamente demitidos.

No entendimento do departamento de futebol, a situação ainda é reversível. Caso ainda não acreditassem em uma reviravolta, provavelmente sequer haveria entrevista. A ideia é não minimizar o desastre de Quito, mas corrigir rumos para que os mesmos jogadores das vitórias acumuladas desde o ano passado invertam o cenário. Responsável pela contratação do treinador, em Guaiaquil Braz tem deixado claro que confia na recuperação, mas entre os cartolas há quem, como o pessoal do FlaFut, pense o contrário.

Contudo, o posicionamento do dirigente mudará se Torrent voltar a fracassar com a equipe na terça-feira, contra o Barcelona, em Guaiaquil, onde a delegação chegou na madrugada de sexta-feira. Em suma, caso adiante chegam à conclusão de que o quadro é irreversível, o técnico perderá o apoio de quem o mantém no cargo. Quem acompanha a delegação nota os jogadores incomodados, afinal, não sabiam o que era tomar uma surra como a aplicada pelo Del Valle. Na direção, o entendimento é de que ficar chateado não basta, é preciso saber o tamanho da derrota e resolver em campo.

Na coletiva, Marcos Braz deverá distribuir a responsabilidade pelo vexame entre comissão técnica, atleta e a própria diretoria. À comunicação do Flamengo, foi dito que a entrevista será aberta a todos os jornalistas e sem hora para acabar. A avaliação que dá crédito ao espanhol passa pelas quatro vitórias seguidas (Santos, Bahia, Fortaleza e Fluminense) que antecederam as derrotas para Ceará e Independiente. Percebia-se ali os jogadores assimilando o que Domènec deseja, mas não na velocidade necessária. Um processo que precisará ser acelerado para que ele não perca o apoio que lhe resta.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL