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Olimpia foi a Santos com o objetivo de parar Marinho. Com faltas, conseguiu

Marinho foge da marcação de Candia em Santos x Olimpia: marcação forte e empate sem gols na Vila - Amanda Perobelli - Pool/Getty Images
Marinho foge da marcação de Candia em Santos x Olimpia: marcação forte e empate sem gols na Vila Imagem: Amanda Perobelli - Pool/Getty Images
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

15/09/2020 23h26

Quem vi as movimentadas partidas do Santos contra Flamengo (0 a 1), Atlético Mineiro (2 a 1), Vasco (2 a 2) e São Paulo (2 a 2) na Vila Belmiro, estranhou o time lento, sem repertório e facilmente administrado pelo Olimpia no empate sem gols pela Copa Libertadores na noite desta terça-feira. O time paraguaio tinha uma preocupação: deter Marinho, o mais perigoso atacante santista no momento. Com firmeza, alguma violência, fartas faltas e capacidade para arrastar o jogo no segundo tempo, os visitantes alcançaram o objetivo.

O primeiro tempo teve mais equilíbrio do que se espera em visitas de times paraguaios ao Brasil nas partidas internacionais. Não são raras as pelejas por aqui nas quais os times guaranís se fecham e deixam a bola para o rival. Mas os santistas tiveram 54% do tempo de posse, arremataram oito vezes (estatísticas SofaScore) e a equipe de Assunção finalizou sete, duas no alvo em chutes de média distância contra uma dos comandados de Cuca. Contudo, Soteldo acertou a trave de Azcona. Foi, na prática, a única grande oportunidade criada antes do intervalo.

Marinho, marcado com atenção pelo time do técnico argentino Daniel Garnero. Uma entrada de Candia no atacante do Santos gerou reclamações e pedidos de expulsão do paraguaio, que recebeu somente o cartão amarelo do árbitro uruguaio Leodan Gonzalez. O camisa 11 da equipe brasileira sofreu quatro faltas no primeiro tempo. A expulsão de Rojas na metade da etapa final não motivou o treinador santista a mudanças mais ousadas na sua equipe, que, atuando mal, seguia errando, não ameaçando como deferia o Olimpia, que passou a gastar mais tempo.

Partida arrastada nos minutos finais, com os santistas confusos, sem repertórios, enquanto Garnero trocava jogadores e revezava os marcados de Marinho. Incomodado pela maneira como foi marcado, o camisa 11 exagerou em algumas disputas e acabou levando seu amarelo já nos acréscimos, por falta em Ortiz. Fez, ali, sua terceira infração na partida, após sofrer sete no jogo inteiro. Reclamar é um direito, mas beiraria a inocência esperar uma disputa de Libertadores sem duelos como o 0 a 0 com o Olimpia.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL