PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Mauro Cezar Pereira


Santos e Palmeiras, que ficaram no 0 a 0, venceriam o reserva do Flamengo?

Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

29/02/2020 22h03

Santos e Palmeiras ficaram no 0 a 0 em partida animada na parte final, quando o duelo ficou franco. Mas não foi um bom jogo. O time de Vanderlei Luxemburgo, que falava em adotar um estilo mais agressivo em seu retorno ao clube, ainda em dezembro, está distante do que prometera. Foi assim nos três duelos contra times de Série A neste Campeonato Paulista, o empate sem gols com o São Paulo e os 2 a 1 impostos pelo Red Bull em Bragança Paulista, única derrota alviverde em 2020 até aqui.

Os santistas passaram a semana criticando o treinador. Jesualdo Ferreira saiu do estádio dizendo que dormiria tranquilo. Tem seus motivos, afinal, sua equipe jogou uma peleja aceitável se comparado aos piores momentos vividos no ano, que provocaram reclamações e pedidos de demissão do experiente português. O Santos não foi, nem de longe, parecido com o de Jorge Sampaoli em suas melhores apresentações na temporada passada, mas aí seria exigir demais antes tantas baixas e mudanças.

Encerrado o clássico em São Paulo, a bola rolou no Rio de Janeiro, onde os reservas do Flamengo, contando com Gabigol e Willian Arão, venceram a Cabofriense por 4 a 1. O time rubro-negro impôs ritmo fortíssimo e Michael se destacou com várias boas jogadas, deu assistência e fez seu primeiro gol de vermelho e preto. O adversário pouco agredia, então Jorge Jesus trocou o zagueiro Matheus Dantas pelo volante Thiago Maia, recuando Arão. Adiante, trocou João Lucas por Orlando Berrío, improvisando o colombiano na lateral-direita. Vitinho atuou como meia. E tome pressão!

Gabigol marcou três gols, chegou a nove em sete jogos neste ano, passou dos 50 (já são 52) com a camisa rubro-negra, mostrando contra um dos pequenos times do campeonato carioca a disposição que pedem os grandes duelos. E o time com nove reservas em ação apresentou conjunto, entrosamento, harmonia que fazia parecer um grupo que atua junto há mais tempo. Certamente isso reflete os treinamentos no dia a dia. A questão é: esse time do Flamengo que jogou sábado perderia para o Palmeiras ou o Santos que se enfrentaram pouco antes? Quem ousa afirmar que sim?

Mauro Cezar Pereira