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Brees rebate Trump: "Devemos parar de falar sobre bandeira neste momento"

Drew Brees, atleta dos Saints - Derick E. Hingle / Usa Today Sports
Drew Brees, atleta dos Saints Imagem: Derick E. Hingle / Usa Today Sports

Do UOL, em São Paulo

06/06/2020 11h29

O quarterback Drew Brees, do New Orleans Saints, respondeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reafirmou sua posição de apoio ao movimento de jogadores da NFL contra o racismo.

Ontem, Trump criticou Brees por ter se desculpado por dizer que é "desrespeitoso" se ajoelhar durante execução do hino americano como forma de protesto. O gesto ganhou repercussão em 2016, quando Colin Kaepernick, então jogador do San Francisco 49ers, se ajoelhou durante o hino como forma de protesto contra o racismo e a violência policial contra negros no país.

"Por meio de minhas conversas contínuas com amigos, colegas de equipe e líderes da comunidade negra, percebo que isso não é uma questão sobre a bandeira americana. Nunca foi ", escreveu Brees.

"Não podemos mais usar a bandeira para afastar as pessoas ou distraí-las dos problemas reais que as comunidades negras enfrentam. Fizemos isso em 2017 e, infelizmente, eu trouxe de volta com meus comentários esta semana. Devemos parar de falar sobre a bandeira e voltar nossa atenção para as questões reais de injustiça racial sistêmica, opressão econômica, brutalidade policial e reforma judicial e penitenciária", completou.

Nesta semana, Brees criticou a possibilidade de atletas da NFL protestarem se ajoelhando durante o hino dos Estados Unidos. O quarterback do New Orleans Saints declarou que nunca vai concordar com "alguém que desrespeite a bandeira" dos EUA.

Mais tarde, Brees se desculpou. Ele afirmou que seus comentários foram "insensíveis" e "se perderam frente aos assuntos que o nosso país enfrenta hoje".

Trump, porém, criticou o jogador por ele ter voltado atrás. "Eu sou um grande fã de Drew Brees. Eu acho que ele é realmente um dos maiores quarterbacks, mas ele não deveria ter voltado atrás sobre honrar nossa magnífica bandeira americana. Glória antiga é para ser reverenciada, estimada e exaltada", escreveu Trump no Twitter.

"Nós deveríamos estar em pé, eretos e altos, de preferência com uma saudação ou com a mão no coração. Há outras coisas que você pode protestar, mas não a nossa Grande Bandeira Americana. Não se ajoelhe", acrescentou o presidente americano.

Momento crítico

Em sua mensagem, Brees ainda disse que os Estados Unidos vivem um momento crítico em relação ao tema. O país registrou hoje a 11ª noite de protestos, que explodiram após George Floyd morrer depois que um policial branco ajoelhou sobre seu pescoço durante quase nove minutos em Minneapolis, no dia 25 de maio. O caso ressuscitou a questão da brutalidade policial contra afro-americanos. ONU (Organização das Nações Unidas), Papa Francisco e líderes mundiais criticam a violência policial no país.

"Estamos em um momento crítico da história de nossa nação! Se não agora, então quando? Nós, como comunidade branca, precisamos ouvir e aprender com a dor e o sofrimento de nossas comunidades negras. Devemos reconhecer os problemas, identificar as soluções e, em seguida, colocar isso em ação. A comunidade negra não pode fazer isso sozinha. Isso exigirá todos nós", disse.

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