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Kaepernick será avaliado por clubes. Qual seria a rota para voltar à NFL?

Colin Kaepernick - AP
Colin Kaepernick Imagem: AP

Lucas Tieppo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Liga promoverá treino fechado para que Colin Kaepernick mostra sua atual condição
  • As 32 franquias da NFL foram convidadas para ver o treino e entrevistar o atleta
  • Kaepernick está sem contrato desde março de 2017, quando deixou os 49ers
  • Quarterback ganhou mais notoriedade fazendo protestos pela igualdade racial

Colin Kaepernick pede uma chance para voltar à NFL desde o fim do seu contrato com o San Francisco 49ers, em março de 2017. A primeira oportunidade bateu à porta do quarterback de forma inesperada durante esta semana. Sem comunicado prévio, a liga anunciou um treino fechado para hoje (16) para que o quarterback possa ser avaliado, tendo convidado as 32 franquias para acompanharem a prática.

Apesar das dúvidas e polêmicas sobre a forma que a liga decidiu realizar o treino, será a primeira - e, talvez, única - chance de Kaepernick encontrar um lugar na NFL. Segundo a ESPN norte-americana, 11 times confirmaram presença do treino, que terá exercícios em campo e uma entrevista. Além disso, a liga enviará vídeos e análises para todas as equipes.

Arizona Cardinals, Atlanta Falcons, Cleveland Browns, Denver Broncos, Detroit Lions, Miami Dolphins, New England Patriots, New York Giants, New York Jets, Tampa Bay Buccaneers e Washington Redskins confirmaram à liga que mandaram representantes.

A posição de quarterback movimenta bastante o mercado. Muitos novatos ganharam a titularidade ou tiveram que atuar, seja por lesão dos titulares ou por questão técnica. Entre os veteranos, Ben Roethlisberger, do Pittsburgh Steelers, e Drew Brees, do New Orleans Saints, por exemplo, foram substituídos. Big Ben perdeu a temporada inteira.

Alguns times estão abertamente em busca de um novo quarterback, e Kaepernick pode ser avaliado como opção para a vaga de titular ou como reserva com mais experiência para alguma eventualidade.

Miami Dolphins, Cincinnati Bengals, Chicago Bears, Tennessee Titans, Carolina Panthers, Tampa Bay Buccaneers e Denver Broncos, por exemplo, não possuem um jogador que possa ser considerado dono absoluto da posição. Estão em busca de novas opções.

Já Cardinals, Giants, Jets e Redskins apostam em atletas novatos ou com pouco experiência. Assim, Kaepernick poderia ser contratado como um reserva com mais rodagem na liga para ajudar o titular.

O treino organizado pela NFL levantou algumas questões. Sábado é um dia em que muitos times estão viajando ou concentrados para os jogos da rodada, o que pode diminuir a presença de dirigentes, técnicos e scouts no evento. Kaepernick e seus representantes tentaram mudar o treino para a próxima terça, mas a NFL não permitiu.

Segundo a ESPN norte-americana, os representantes do jogador passaram a questionar a legitimidade da decisão e que ela pode ter sido tomada apenas para dar uma resposta ao jogador e à comunidade do esporte que pede mais uma chance a ele.

Kaepernick está sem contrato com qualquer franquia da liga desde março de 2017, quando decidiu encerrar o vínculo com o San Francisco 49ers. A última partida do jogador na NFL foi no dia 1º de janeiro de 2017. Kaepernick liderou a franquia e a levou até o Super Bowl 47, quando acabou derrotada pelos Baltimore Ravens.

O jogador tem usado as redes sociais para mostrar que segue em forma e treinando em busca de um lugar na NFL. Porém, seus representantes afirmaram recentemente que não receberam resposta de nenhum dos contatos feitos ao longo dos últimos anos.

Kaepernick tornou-se um mártir da luta contra a desigualdade racial e a violência policial contra negros nos Estados Unidos. No dia 14 de agosto de 2016, ainda durante a pré-temporada, ele causou comoção e também foi muito criticado depois de decidir escutar sentado ou ajoelhado a execução do hino nacional do país. .

Primeiro, ele ouviu o hino sentado. Depois, passou a se ajoelhar, ganhando a companhia de outros jogadores. Porém, a repercussão acabou centralizada principalmente no quarterback. Até mesmo presidente Donald Trump criticou os atos e pediu medidas mais enérgicas das franquias.

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