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REPORTAGEM

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Ashleigh Barty supera Pliskova em final nervosa e conquista Wimbledon

Getty Images
Imagem: Getty Images
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

10/07/2021 12h04

Pisar na Quadra Central e mostrar seu melhor tênis em uma final de Wimbledon não é fácil. Karolina Pliskova, 29 anos e ex-número 1 do mundo, fez um começo pavoroso neste sábado e perdeu os 14 primeiros pontos para Ashleigh Barty, atual líder do ranking. Mais tarde, foi a vez de Ash vacilar no segundo set, quando sacou para o título e cometeu seguidos erros. No fim, em uma partida nervosa e que oscilou entre pontos de altíssimo nível e erros bobos, foi Ashleigh Barty quem brilhou na reta final. Por 6/3, 6/7(4) e 6/3, a australiana tornou-se a nova campeã do Torneio de Wimbledon - o segundo título de slam de sua carreira.

Aos 25 anos, Barty torna-se a quarta tenista da Era Aberta do tênis (a partir de 1968) a vencer Wimbledon como juvenil e profissional. O título para tenistas até 18 anos veio dez anos atrás, em 2011, quando Ash tinha apenas 15 anos. A conquista deste sábado vem para ratificar seu posto como líder do ranking mundial - posição que a australiana ocupa de forma ininterrupta desde 9 de setembro de 2019. Ao todo, ela soma 83 semanas como #1 do mundo.

Como aconteceu

Pliskova entrou em quadra visivelmente tensa, e Barty não perdoou. Com um início perfeito, a número 1 do mundo não só confirmou seus dois primeiros serviços sem perder pontos como quebrou o saque da rival de zero. Ash venceu os 14 primeiros pontos do duelo, e quando Pliskova finalmente levou a melhor em um par de ralis, não foi o suficiente para evitar uma nova quebra no quarto game. O resto do set foi mais parelho. Ash passou a errar mais, enquanto Pliskova foi se soltando aos poucos. A tcheca até conseguiu um par de quebras de saque a seu favor, mas era tarde para uma virada. Barty confirmou seu serviço no nono game e fez 6/3.

Pliskova até confirmou seu primeiro game de serviço no segundo set, mas não conseguiu manter o placar igualado por muito tempo. No terceiro game, cometeu mais duas duplas faltas e um erro não forçado. Barty capitalizou e abriu 3/1. O título estava perto para a australiana, mas a tcheca não desistiu. Com duas excelentes devoluções (veja a segunda delas acima), Pliskova conquistou break points no sexto game, e Barty jogou uma direita na rede em seguida. Era o que Karolina precisava para jogar mais à vontade e chegar perto de seu melhor tênis.

O jogo subiu de nível e ficou mais disputado, com pontos mais longos e mais bem jogados. Com o placar em 5/5, contudo, Pliskova vacilou. Tinha 40/0 e jogou um belíssimo rali, mas errou um voleio que custou caro. Barty jogou os próximos pontos se defendendo bem, esperando mais erros da tcheca, e se deu bem. Após três falhas de Pliskova, a número 1 do mundo conseguiu a quebra e fez 6/5. Barty teve a chance de sacar para o título, mas desta vez foi ela quem bobeou. Abriu o game com seguidos erros e acabou quebrada.

A decisão veio no tie-break, e foi a vez de Pliskova aproveitar o momento favorável. Além de contar com duas bolas que tocaram na fita e caíram do outro lado da quadra, a ex-número 1 jogou mais solta, agrediu com boas devoluções e abriu 6/2. Barty salvou dois set points, mas cometeu uma dupla falta e, por 7/6(4), Pliskova forçou o terceiro set.

No terceiro set, Barty quem começou melhor mais uma vez. Pliskova cometeu quatro erros não forcados no segundo game e deu uma quebra de presente para a número 1. Ash novamente abriu 3/0 e, embora Karolina tenha melhorado no jogo, o nível da número 1 não caiu mais. No nono game, com 5/3 no placar, a australiana teve outra chance de sacar para o jogo, e os nervos apareceram de novo. Desta vez, contudo, Ash salvou um break point e disparou um ace para chegar ao match point. Quando Pliskova mandou uma esquerda na rede, deu números finais ao duelo.

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