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Azarenka amplia série dos sonhos, derruba Serena e vai à final do US Open

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Imagem: Getty Images
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

11/09/2020 00h45

Desde que voltou ao circuito após dar à luz, Victoria Azarenka teve dificuldades dentro de quadra. Caiu em chaves complicadas, demorou a reencontrar seu velho tênis, teve de deixar de viajar por causa de uma briga judicial pela guarda do filho e acumulou seguidas decepções. Após a pandemia, porém, tudo voltou a se encaixar. Primeiro, Vika foi campeã do WTA de Cincinnati emendando ótimas atuações. Pois essa sequência de triunfos ganhou mais um capítulo memorável nesta quinta-feira, quando a bielorrussa de 31 anos derrotou Serena Williams de virada, por 1/6, 6/3 e 6/3, e conquistou uma vaga na final do US Open.

O 11º triunfo consecutivo de Azarenka também foi o primeiro diante de Serena em um torneio do grand slam. Até esta quinta, a americana tinha vencido todos os dez confrontos diretos em eventos desse nível. Agora Vika terá sua terceira chance para ser campeã da chave de simples em Nova York. Ela alcançou a final do US Open em 2012 e 2013, mas perdeu para Serena em ambas.

Desta vez, Azarenka vai enfrentar a japonesa Naomi Osaka, que superou a americana Jennifer Brady na outra semifinal, disputada também nesta quinta-feira, por 7/6(1), 3/6 e 6/3. As duas duelariam na final do WTA de Cincinnati logo antes do início do US Open, mas Osaka não entrou em quadra por causa de uma lesão, deixando o título com a bielorrussa por WO. A japonesa, por sua vez, foi campeã do US Open em 2018 e tentará o bi.

Para Serena, a derrota diante de Azarenka significa mais uma chance perdida na tentativa de igualar o recorde da australiana Margaret Court, vencedora de 24 títulos de slam em simples. Serena, 38 anos, tem 23 conquistas e já perdeu quatro finais de slam desde seu último troféu, que veio no Australian Open de 2017.

Como aconteceu

Enquanto Serena abriu a partida encaixando mais de 60% de seus primeiros serviços, Azarenka registrou 45% no mesmo quesito após dois games. Um péssimo começo contra uma rival com devoluções tão boas. A americana não perdoou e abriu logo 4/0. Vika só esboçou uma reação no sexto game, quando conseguiu break point. Serena, contudo, se salvou e seguiu dominando. Nova quebra no sétimo game deu números finais à parcial: 6/1.

Mas se desta vez Serena começou uma partida melhor, ela também caiu de rendimento na segunda parcial. Vika aproveitou para entrar no jogo. Gritando e comemorando intensamente cada ponto, a bielorrussa encaixou dois winners seguidos para finalmente quebrar o saque da adversária no quinto game do segundo set. Pouco depois, confirmou o seu serviço sem problemas e fez 4/2. A partida mudou radicalmente. Azarenka, que terminou o primeiro set com quatro winners e dez erros não forçados, somou 12 winners e só uma falha - e isso sem deixar a agressividade de lado. E foi assim, atacando o saque de Serena, que Vika conseguiu nova quebra e fechou a parcial em 6/3.

Logo no começo do terceiro set, quando sacava em 0/1 e 40/40, Serena se queixou de dores no pé esquerdo e interrompeu a partida para pedir atendimento médico. Quando o jogo recomeçou, Azarenka aproveitou e já quebrou o saque da americana. A partida, então, ganhou em drama, e ambas gritavam com intensidade a cada golpe, a cada ponto vencido. Vika, ainda mais consistente, abriu 3/0 pouco depois. Serena voltou a se movimentar normalmente e a confirmar seus saques, mas a consistência da bielorrussa impressionava e lhe dava vantagem nos pontos longos contra a veterana de 38 anos. A americana venceu o oitavo game, mas Azarenka sacou em 5/3 e não bobeou. Ganhou uma longa troca de bolas para abrir 30/0, encaixou um ótimo saque para fazer 40/30 e fechou o jogo em seguida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.