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Alfa Romeo apresenta carro de Raikkonen e Giovinazzi na capital da Polônia

Raikkonen, Giovinazzi e o piloto de testes Kubica com o novo carro da Alfa Romeo - Divulgação/Alfa Romeo
Raikkonen, Giovinazzi e o piloto de testes Kubica com o novo carro da Alfa Romeo Imagem: Divulgação/Alfa Romeo
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

22/02/2021 08h17

A Alfa Romeo lançou seu carro para a temporada 2021 da Fórmula 1 em um teatro na cidade de Varsóvia, na Polônia, país da patrocinadora principal, a petrolífera Orlen. O evento teve direito a balé ao som de obras do polonês Frederic Chopin e do italiano Giácomo Pucinni. A conexão polonesa, que garante também o retorno técnico valioso do piloto de testes Robert Kubica, é apenas um dos braços de uma organização que é multinacional. O nome Alfa Romeo vem de uma ação de marketing da montadora italiana. O time, na verdade, é suíço e é gerido por um grupo de investidores sueco.

O chefe é francês: Frederic Vasseur é um dos pontos fortes do time, que decidiu ficar com a mesma dupla de pilotos pelo terceiro ano seguido. O finlandês Kimi Raikkonen, recordista de largadas na Fórmula 1 e que vai fazer 42 anos em outubro, acionou a cláusula de renovação automática do contrato, e o italiano Antonio Giovinazzi traz consigo ao mesmo tempo um contrato valioso feito por intermédio da Ferrari, onde era piloto de testes, e a confiança de Vasseur, que construiu sua carreira como dono de equipes de categorias de base e sabe bem identificar pilotos de qualidade.

Falando no lançamento, Raikkonen disse acreditar que a equipe está em uma posição melhor em relação ao ano passado. ''Mas vamos descobrir em pouco mais de um mês na primeira corrida. Sei que todos estamos fazendo o melhor que podemos.'' Já Giovianzzi estava mais animado. ''Você sempre se empolga muito quando vê o carro pela primeira vez e esse é o mais bonito de todos os três anos em que estou na equipe. Tomara que também seja fácil e estou empolgado para pilotar o carro pela primeira vez nos testes. Tomara que seja rápido logo de cara e que possamos começar bem a temporada.''

A Alfa Romeo é uma das três equipes - juntamente de Mercedes e da Williams - que manteve a dupla de pilotos em relação ao ano passado. Vasseur explicou que a avaliação do time foi de que, com uma pré-temporada tão curta (de apenas três dias, sendo que o normal seria de seis a oito) e 23 provas programadas, no calendário mais longo que a F1 já teve, era melhor continuar com pilotos já conhecidos.

Carro 'fora de ordem'

Uma curiosidade em relação ao nome do carro é o fato de a sequência normal não ter sido respeitada: A Alfa Romeo, que segue os nomes de carros da equipe Sauber, correu com o C39 ano passado e acaba de lançar o C41. Isso porque o projeto do C40, que seria o carro de 2021, já tinha começado quando a F1 decidiu atrasar em um ano, por conta da pandemia, as novas regras da categoria. A Alfa decidiu, contudo, não mudar o nome do projeto, então vai correr com o C41 neste ano e com o C40 ano que vem.

O carro não era ruim ano passado: muitas vezes eles se viram lutando com a Ferrari, com o mesmo motor, indicando que gerava menos arrasto (menos resistência ao ar). E, como espera-se um salto da unidade de potência ferrarista, que será atualizada para esta temporada, a expectativa é de que o time consiga melhorar o desempenho de 2020, de apenas quatro provas nos pontos. ''O mais importante para uma equipe é sempre melhorar. Colocar um meta, às vezes, pode limitar isso e acho que queremos melhorar e toda a equipe está comprometida com isso. Temos que ir passo a passo para voltar ao topo do meio do pelotão. Sabemos que é um longo caminho, mas estamos comprometidos'', disse Vasseur.

Não é por acaso que Vasseur não quer falar em números. A diferença para a próxima rival na maioria das pistas, a AlphaTauri, sétima colocada no campeonato, pode ser grande demais para a Alfa Romeo pensar em mudar de posição na tabela em 2021. Nas últimas corridas de 2020, a desvantagem do time suíço em relação ao italiano ficava acima de um segundo e, com tantas mudanças chegando ano que vem, é bem provável que valha mais a pena focar cedo no projeto de 2022, quando o time terá um chance real de dar um salto mais considerável. No lançamento, a chefia do time apontou que há melhorias já programadas para as primeiras corridas, mas o investimento no carro de 2021 vai depender do rendimento do time no início do ano.

Em relação ao carro de 2020, as grandes mudanças foram no assoalho e na parte traseira, por força de regras que visam diminuir a performance dos carros deste ano, e na parte do chassi, a aposta da equipe foi por gastar as fichas de desenvolvimento a que tinham direito em um novo bico para o carro, para criar uma harmonia maior com o restante do carro.

A pré-temporada da F1 terá apenas três dias, entre 12 e 14 de março, no Bahrein, que também será o palco da etapa de abertura da temporada, em 28 de março.