PUBLICIDADE
Topo

Domenicali deve ser novo CEO e formar trio de ex-ferraristas no topo da F1

Stefano Domenicali, ex-chefe de equipe da Ferrari, em imagem de 2014 - Mark Thompson/Getty Images
Stefano Domenicali, ex-chefe de equipe da Ferrari, em imagem de 2014 Imagem: Mark Thompson/Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

23/09/2020 05h42

O italiano Stefano Domenicali, ex-chefe de equipe da Ferrari e atualmente na Lamborghini, está se preparando para assumiu o cargo de CEO da Fórmula 1, no lugar de Chase Carey. A informação foi publicada inicialmente pelo site especializado RaceFans e foi confirmada pela Liberty Media, que detém os direitos comerciais da categoria.

Assim, a categoria teria, mesmo que momentaneamente, três homens-fortes da era Michael Schumacher na Ferrari em posições de comando na categoria, uma vez que o chefe anterior a Domenicali, Jean Todt, é o atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo e o diretor técnico da F1 é Ross Brawn, que ocupava o mesmo cargo na Ferrari na época. Ross foi depois para a Honda, teve uma equipe com seu próprio nome por uma temporada, vencendo o campeonato, e depois permaneceu no time quando este foi vendido à Mercedes. Ainda que Domenicali deva assumir o cargo ainda neste ano, Todt já afirmou que não vai concorrer à reeleição para seu posto na FIA. Seu mandato acaba no final de 2021.

Carey, que assumiu o cargo em janeiro de 2017 após a Liberty Media adquirir os direitos comerciais da F1 junto a CVC Partners de Bernie Ecclestone, é atualmente o CEO e presidente da F1, e possivelmente manterá alguma ligação com o esporte. Sabe-se desde o final do ano passado que o norte-americano de 66 anos gostaria de ter um papel que exigisse menos viagens e a Liberty procurava um substituto. Trata-se de uma posição que chegou a ser almejada por Toto Wolff, atual chefe da Mercedes, mas a indicação de seu nome não teria agradado às equipes.

Domenicali tem 55 anos e teve bom trânsito no esporte quando comandou a Ferrari entre 2007 e 2014. Nascido em Imola e formado em administração pela Universidade de Bolonha, Domenicali ingressou na Ferrari em 1991. Na Scuderia, passou por cargos administrativos por 12 anos antes de substiruir Todt em 2007, sendo campeão de pilotos e equipes naquele ano e de equipes novamente em 2008, último título conquistado pela Ferrari. Ele foi o comandante ferrarista durante a era Fernando Alonso no time e saiu ao final de 2014.

Domenicali passou, então a trabalhar para a FIA, como chefe da comissão de monopostos, cargo que atualmente também é ocupado por um ex-Ferrari, Nicholas Tombazis. E, 2016, o italiano se tornou CEO da Lamborghini.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que informado anteriormente, o mandato de Jean Todt na FIA vai até o final de 2021 e não 2002. O erro foi corrigido.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.