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Após mais de 4000 testes de covid, F1 não registra contaminados em retorno

Equipe Renault com máscaras durante treinos do GP da Áustria - Renault/Divulgação
Equipe Renault com máscaras durante treinos do GP da Áustria Imagem: Renault/Divulgação
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

04/07/2020 05h56

A Fórmula 1 anunciou que nenhum dos 4032 testes de coronavírus feitos entre todos os pilotos, equipes e profissionais que estão na Áustria para a primeira corrida do ano deram positivo. Esse número quer dizer que praticamente todos os que estão envolvidos com a realização do evento - que conta ainda com provas de F2, F3 e Porsche Cup - já foram testados duas vezes, uma antes de viajar à Áustria. E outra lá no local.

Como parte do extenso protocolo da F1 para evitar contaminações, todos devem ser testados uma vez a cada cinco dias, e respeitar uma série de regras, como permanecer em mini-bolhas de no máximo 10 pessoas, só podendo ter contato com pessoas de fora desta bolha caso mantiverem 2m de distância.

Os cuidados são tantos que o chefe da Mercedes, Toto Wolff, até questionou se não estaria existindo um certo exagero. "Estou faz tempo na Áustria e toda essa configuração me parece estranha em um país no qual não temos mais casos, ou pelo menos nesta região. Entendo que no Reino Unido [sede da F1 e da maioria das equipes, onde há por volta de 850 novos casos por dia] seja muito diferente. Espero que, baseados na experiência da Áustria, este seja só o começo e é bom que tenhamos voltado a correr. Mesmo que seja estranho sentar tão longe e usarmos máscaras cirúrgicas", disse o austríaco.

Wolff apontou que o trabalho nas garagens das equipes tem sido muito impactado pelas regras, e isso pode gerar a pressão das equipes para que o esquema atual seja flexibilizado em breve. Já está acertado que pelo menos as três primeiras corridas respeitarão os mesmos protocolos, com uma possível revisão a partir do GP da Grã-Bretanha, no final de julho.

Por enquanto, a operação de volta da Fórmula 1 tem sido um sucesso, e o CEO da categoria, Chase Carey, já avisou que casos positivos isolados não vão provocar cancelamentos, já que os protocolos também preveem como estas pessoas seriam imediatamente substituídas. Trata-se a uma resposta ao que aconteceu na primeira tentativa da F1 iniciar sua temporada, quando um caso positivo, na equipe McLaren, gerou preocupação entre as equipes e culminou com o cancelamento do GP da Austrália, em março.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, dois casos de coronavírus entre pilotos foram divulgados nesta sexta-feira, inclusive do brasileiro Felipe Nasr, que ficará de fora da prova da Daytona do IMSA.

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