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Arábia Saudita, China e EUA estão na mira da F-1 por calendário de 25 GPs

Projeto de novo circuito que busca receber a F-1 na Arábia Saudita - Divulgação
Projeto de novo circuito que busca receber a F-1 na Arábia Saudita Imagem: Divulgação
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

24/01/2020 04h00

A Arábia Saudita se colocou como uma das grandes candidatas a ter uma etapa da Fórmula 1 nos próximos anos e ajudar a Liberty Media, que comanda o esporte, a chegar a sua meta de promover 25 corridas por ano. A temporada 2020 já terá um recorde de 22 provas.

O rumor de que os sauditas estariam dispostos a construir uma pista dedicada à categoria já circulava nos bastidores há meses, mas agora eles apresentaram um plano para receber a F-1 a partir de 2023, com a expectativa de pagarem pelo menos 65 milhões de dólares por ano. Isso significa quantia semelhante às provas que mais pagam para ter a categoria, no mesmo nível de Azerbaijão e Rússia.

Os árabes não estão sozinhos. Outra prova que deve vir carregada de dinheiro é uma segunda etapa na China, na região de Sichuan, cuja pista deve estar pronta para a temporada 2022. As autoridades locais buscam, com o evento, fomentar o turismo da área, localizada no sudoeste do país e conhecida pelas belezas naturais. Os chineses também estariam dispostos a pagar mais de 60 milhões de dólares por ano, o que cai como uma luva para a Liberty Media, que busca formas de aumentar a receita da F-1.

A dona da categoria quer, ainda, fazer pelo menos mais uma corrida nos Estados Unidos, além da etapa de Austin, que é realizada desde 2012. A entrada de Miami chegou a ser anunciada para 2021, mas ainda há obstáculos legais para que haja a autorização para se fazer a prova em uma área urbana, uma vez que há resistência da população local em relação ao fechamento de vias e poluição sonora.

Não que o plano de expansão do calendário da Liberty Media seja uma unanimidade. O aumento de 21 para 22 etapas em 2020 gerou muitas críticas da equipes, que consideram o número o limite para manter suas estruturas da maneira como estão hoje.

Alheio às críticas, o plano dos sauditas é construir uma pista onde hoje há apenas deserto. Ela faria parte de um projeto de megacidade de entretenimento em Qiddiya, nos arredores da capital Riad, que conta com a participação do ex-piloto Alex Wurz. "Esse projeto visionário nos oferece oportunidades incríveis em termos de design, com uma verdadeira arena para os pilotos, espectadores e torcedores. O desenho terá mudanças de elevação, usando o cenário incrível e desafiando os pilotos e engenheiros. De acordo com nossas simulações, posso assegurar que era uma experiência emocionante. É uma projeto que tem tudo para se tornar a capital automobilística do mundo", se empolgou o austríaco.

A Arábia Saudita vem apostando em sediar eventos de automobilismo nos últimos anos, tendo recebido a Fórmula E nas últimas duas temporadas e o Rally Dakar neste ano. Trata-se de uma estratégia do país, que está começando a se abrir para atrair também turistas não-muçulmanos, a exemplo do que o vizinho Bahrein fez ao passar a receber a Fórmula 1, o que aconteceu em 2004.
Além da Fórmula 1, a ideia dos sauditas é receber também a MotoGP e o Mundial de Endurance.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.