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REPORTAGEM

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Isaquias vai à segunda final do Mundial em busca de defender ouro olímpico

Isaquias Queiroz no Mundial de Canoagem Velocidade - Reprodução/Twitter
Isaquias Queiroz no Mundial de Canoagem Velocidade Imagem: Reprodução/Twitter
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

05/08/2022 16h03

Atual campeão olímpico do C1 1.000m, Isaquias Queiroz está classificado para a final desta prova no Mundial de Canoagem Velocidade em Halifax, no Canadá. Ele passou à decisão depois de vencer a primeira bateria semifinal desta sexta-feira (5), superando um de seus mais tradicionais adversários, o tcheco Martin Fuksa.

Pelas regras do Mundial, Isaquias poderia ter se classificado diretamente à final já pelas eliminatórias, ontem, se tivesse vencido sua bateria. Mas ele, de forma surpreendente, foi superado pelo romeno Catarin Chirila, por 31 centésimos de segundo.

Isso forçou o brasileiro a remar uma bateria a mais, a semifinal de hoje. Isaquias poderia até terminar entre os três primeiros para pegar uma vaga na final, mas não correu risco, e venceu a série com 4min09s37, seguido de perto de Fuksa e do cubano José Cordova, também classificados.

A final do C1 1.000m, no domingo, também terá a participação do francês Adrien Bart, do italiano Carlo Tacchini, do romeno Chirila, do chinês Pengfei Zheng, do moldavo Sergei Tavnovschi e do polonês Wiktor Glazunow.

Antes, no sábado, Isaquias disputa a final do C1 500m, prova que não faz parte do programa olímpico, mas que ele já ganhou três vezes em Mundiais, em 2013, 2014 e 2018. No Canadá, o brasileiro se classificou diretamente para a final vencendo com folga as eliminatórias.

Por uma estratégia da confederação, neste Mundial Isaquias não compete nas provas em duplas. Erlon Souza, seu companheiro na prata olímpica da Rio-2016 e no título mundial de 2018 no C1 1.000m participa do Mundial junto de Felipe Viera, garoto de 20 anos também de Ubaitaba.

E, mesmo com essa mudança de escalação do barco, o Brasil está na final do C1 1.000m. Erlon e Felipe terminaram em terceiro as eliminatórias, que davam vagas para os três primeiros de cada bateria, e foram para a semifinal, que tem perfil de repescagem e foi disputada hoje. Venceram e se classificaram para a final, também no domingo. No C1 500m, porém, pararam na semifinal e vão disputar a final B.