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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Paralimpíadas definem provas de Paris-2024 e futebol segue sem feminino

Ricardinho, durante final do futebol de 5 entre Brasil e Argentina - OIS/Joel Marklund
Ricardinho, durante final do futebol de 5 entre Brasil e Argentina Imagem: OIS/Joel Marklund
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/11/2021 18h18

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) divulgou nesta sexta-feira (19) o programa de provas dos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, com 549 eventos, dez a mais do que em Tóquio-2020. Diferente da edição deste ano, que incluiu o parataekwondo e o parabadminton como novas modalidades, em Paris não haverá novos esportes.

As mudanças vão ficar restritas aos programas de provas de cada modalidade, em uma revisão que é usual a cada ciclo paralímpico. Uma das mais significativas acontece no judô, que passa a ter categorias divididas em duas classes para deficientes visuais. Até Tóquio, cegos e pessoas com baixa visão competiam umas contra as outras, mas em Paris elas estarão em classes distintas.

Para não aumentar tanto o total de provas, o número de categorias de peso foi reduzido. Em Tóquio foram oito categorias masculinas e cinco femininas. Agora são quatro de cada gênero, em duas classes, igualando a distribuição de medalhas entre homens e mulheres.

A natação terá cinco provas a menos (146 em Tóquio, 141 em Paris), com a unificação das provas de revezamento. Não mais serão disputadas provas de revezamento só para homens e só para mulheres, apenas os mistos, em um total de seis. O parataekwondo ganhou duas novas categorias no masculino e duas no feminino, totalizando cinco em cada gênero.

De forma geral, as mudanças vão na linha do que o COI tem feito nos Jogos Olímpicos, na busca de igualar o número de homens e mulheres na Paralimpíada. A bocha, que era uma modalidade mista, passa a ter provas masculinas e femininas.

Mas o futebol de cinco, para cegos, segue sendo a exceção. Mais uma vez será jogada apenas uma competição masculina. No feminino, o esporte não tem sequer campeonatos regionais.