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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Rebeca vai bem nas eliminatórias e deve brigar por 2 ouros no Mundial

Ginasta brasileira Rebeca Andrade na final do salto sobre o cavalo, nos Jogos Olímpicos de Tóquio - Ricardo Bufolin/CBG
Ginasta brasileira Rebeca Andrade na final do salto sobre o cavalo, nos Jogos Olímpicos de Tóquio Imagem: Ricardo Bufolin/CBG
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/10/2021 00h08

Rebeca Andrade é favoritíssima a faturar ao menos duas medalhas de ouro no Mundial de Ginástica Artística que começou a ser disputado ontem (18) em Kitakyushu, no Japão. O torneio está bastante esvaziado e não conta com as principais ginastas dos EUA, da China e da Rússia, por exemplo. A brasileira participou da penúltima de 10 rotações, terminando em primeiro no salto e nas assimétricas e classificada para a final também da trave.

Alegando que precisa preservar o corpo de Rebeca Andrade para o restante do ciclo olímpico, a comissão técnica decidiu não inscrever a ginasta para participar da prova de solo. Fora desse aparelho, ela também não concorre no individual geral, prova que define a ginasta mais completa e na qual a brasileira foi prata em Tóquio.

Nos três aparelhos em que se apresentou hoje, nas eliminatórias, Rebeca somou um total de 43,400, o que significa que ela precisaria de 12,350 no solo para ficar na liderança do individual geral. Com praticamente qualquer série ela pegaria vaga na final nessa prova, quando, em tese, repetindo o nível da apresentação de hoje, poderia faturar o ouro com uma série de solo muito mais fraca que está acostumada.

Mas isso são conjecturas e o que importa é o que Rebeca fez. No salto, ela até pisou fora da área de chegada na primeira apresentação, recebendo nota 14,900. Na segunda, fez um exercício mais simples e ficou com 14,700. Com média 14,800, ela ficou quase meio ponto à frente da segunda colocada e um ponto à frente da terceira.

Nas barras assimétricas, aparelho onde Rebeca fez suas piores (ou menos boas) apresentações na Olimpíada, dessa vez ela brilhou. Tirou nota 15,100 e ficou quase quatro décimos à frente da chinesa que até então liderava. Na trave, a apresentação foi mais simples, deixando a brasileira em nono, mas atrás de três norte-americanas. Como só duas atletas de cada país podem disputar a final, Rebeca pegou a última vaga.