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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Ketleyn faz boa campanha, mas perde luta do bronze no Mundial de Judô

Ketleyn Quadros - Abelardo Menes Jr/Ministério do Esporte
Ketleyn Quadros Imagem: Abelardo Menes Jr/Ministério do Esporte
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

09/06/2021 13h39

Primeira mulher brasileira a subir ao pódio olímpico no judô, treze anos atrás, Ketleyn Quadros mostrou hoje (9) que vai tentar repetir o feito em Tóquio. A veterana de 33 anos fez a melhor campanha do Brasil até aqui no Mundial de Judô que está sendo realizado em Budapeste, na Hungria, mas perdeu a luta que valia o bronze. Terminou na quinta colocação.

Lutando na categoria até 63kg, Ketleyn venceu duas lutas, contra Laura Fazliu, de Kosovo, e Alisha Galles, dos Estados Unidos, antes de cair nas quartas de final para Andreja Leski, da Eslovênia. Na repescagem, se recuperou superando Szofi Ozbas, atleta da casa, e chegou à luta do bronze contra Sanne Vermeer, da Holanda.

A brasileira começou melhor o combate, conseguindo um wazari, que fez a holandesa procurar o ataque. Quando faltavam pouco mais de um minuto para o fim da luta, Vermeer conseguiu o empate, com um wazari, que por pouco não foi ippon. O duelo ficou aberto e Vermeer encontrou outro golpe, derrubando Ketleyn, dessa vez sim com ippon.

O Brasil por enquanto faz uma campanha fraca no Mundial, última competição antes da Olimpíada. Na categoria até 57kg, Ketelyn Nascimento perdeu na segunda luta e falhou em conseguir classificar o país para Tóquio nessa categoria, que é a mesma de Rafaela Silva, que está suspensa por doping. Será a primeira vez desde Pequim-2008 que o Brasil não classifica todas as 14 categorias.

No masculino também havia o mesmo risco, mas hoje Eduardo Yudi fez boa campanha e só parou nas oitavas de final para o belga Matthias Casse, lider do ranking. Com o resultado ele deve conseguir vaga direta na categoria 81kg e abrir lugar para que Eduardo Barbosa, na até 73kg, vá a Tóquio pela cota de sul-americanos, restrita a um por país. No feminino, Gabriel Chibana (até 48kg) deve ficar com essa vaga por cota.

O Brasil ainda tem suas melhores chances de medalha de amanhã (10) até domingo. Primeiro com Maria Portela (até 70kg), amanhã, depois com Mayra Aguiar (até 78kg), sexta, voltando de lesão e competindo pela primeira vez desde fevereiro do ano passado. No sábado (11), Maria Suelen Altheman, Beatriz Souza, Rafael Silva e David Moura lutam no peso pesado, por medalha e para definir quem serão os representantes do Brasil na Olimpíada. Depois, no domingo, acontece a disputa por equipes.