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REPORTAGEM

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CBV diz que conseguiu liminar para poder voltar a receber verba pública

Quadra amarela do vôlei - Divulgação/CBV
Quadra amarela do vôlei Imagem: Divulgação/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

15/04/2021 16h17

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) informou nesta quinta-feira (15) que conseguiu liminar na Justiça Federal para ser certificada pela Secretaria Especial do Esporte, do governo federal, e, assim, poder voltar a receber verbas públicas federais. O processo, porém, corre em segredo de Justiça e a reportagem não conseguiu acesso à decisão. A CBV não detalhou o teor da decisão na íntegra.

"A CBV informa que a Justiça Federal concedeu liminar em favor da entidade para que a Secretaria Especial do Esporte renove a certificação dos artigos 18 e 18-A da Lei Pelé. Desta forma, a CBV poderá continuar a receber o repasse de verbas públicas, como sempre aconteceu", informou a confederação.

A Lei Pelé, nos seus artigos 18 e 18-A, veta a certificação de entidades que reelegeram seus presidentes para terceiro mandato, ou mais. No começo do ano, a Secretaria reuniu o COB e as confederações que recebem recursos da Lei Agnelo/Piva (das Loterias), avisou que iria cumprir a regra, sem exceção, e explicou os motivos. Mesmo assim, Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, de 87 anos, decidiu concorrer a mais um mandato, seu terceiro.

Toroca assumiu o cargo em abril de 2014, portanto quando já valia regra para uma única reeleição. E ele se reelegeu em 2017. A reeleição de janeiro de 2021, assim, seria a sua segunda. Hoje ele exerce seu terceiro mandato, mas a CBV alega que o primeiro não entra nessa conta por ter sido um "mandato tampão", após a renúncia de Ary Graça.