PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

No auge da pandemia, seletiva olímpica da natação terá só 103 atletas

Piscina do Parque Aquático Maria Lenk -  Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Piscina do Parque Aquático Maria Lenk Imagem: Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

06/04/2021 04h00

Enquanto o país vive o pior momento da pandemia, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) programa para daqui a duas semanas a seletiva olímpica de natação, para acontecer no Rio de Janeiro, no Maria Lenk. Para reduzir os riscos do evento, a entidade limitou o número de inscritos e, hoje (5), divulgou que a competição terá 103 participantes. Cesar Cielo, campeão olímpico em 2008, não está entre os relacionados e, assim, está fora dos Jogos de Tóquio.

Diferentemente de outras modalidades, que têm uma ampla janela para decidir quem são os atletas que vão à Olimpíada, na natação os ciclos de treinamento têm maior interferência no resultado. Se a seletiva olímpica for adiada, a chance de obtenção de índices cai de forma significativa, assim como a de um bom resultado na Olimpíada, uma vez que não haverá tempo para um mais um ciclo completo de treinamentos. Não à toa, quase todos os países que se destacam na natação estão realizando seletivas nessa semana ou nas próximas.

Visando reduzir os riscos do evento, a CBDA reduziu os participantes da seletiva a apenas aqueles com chances reais de estarem em Tóquio. Ou seja, os que já fizeram pelo menos o índice B da Federação Internacional de Natação (Fina), impondo também uma quota de 120 vagas. No fim, apenas 103 foram preenchidas. Só foi aberta exceção nas provas de 100m e 200m livre femininas, porque existe a possibilidade de classificação dos revezamentos —aí, podem ir a Tóquio também atletas sem índice A.

Atletas com índice para a seletiva poderão nadar várias provas, não só aquelas nas quais se classificaram inicialmente. Mesmo assim, em diversas provas haverá menos competidores do que de raias. A seletiva abre com o 400m medley masculino, em que só seis atletas disputarão as eliminatórias — está mantida o esquema de eliminatória e final, mesmo assim. Só os tempos das finais valem como índice.

Siga o Olhar Olímpico no Twitter e no Instagram e receba atualizações diárias no canal do Telegram.