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Julio Gomes


Julio Gomes

Barcelona que enfrenta o Napoli é o menos confiável da 'era Messi'

Albert Gea
Imagem: Albert Gea
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

08/08/2020 04h00

Desde que apareceu um tal Lionel Messi, o Barcelona virou favoritaço para qualquer Champions League. Mas a história mudou.

Bem, uma hora iríamos ver isso acontecer. O tempo passa. E, se as coisas não são feitas corretamente, o tempo castiga ainda mais. Messi envelhece. A genialidade é a mesma, mas, as pernas, não. E a motivação também não, especialmente quando o ambiente político do clube é tão tumultuado e incerto.

O Barcelona, com Messi, só não esteve entre os oito melhores da Europa em 2007, uma derrota inesperada para o Liverpool, com direito a peru de Valdéz.

É com essa responsabilidade que o time entra em campo hoje, a partir das 16h, com Camp Nou vazio. O duelo de ida contra o Napoli acabou empatado, 1 a 1. Agora é a volta. Grandes candidatos ao título, Real Madrid e Juventus deram adeus ontem. É a vez de o Barcelona mostrar a que veio.

Mas...

O grande pepino não é Messi. É a falta de elenco junto a ele. Suárez é um grande parceiro, mas nunca houve qualquer química com Griezmann, Os meia defensivos não tem a chegada necessária, os laterais não são Daniel Alves. E, no banco, Quique Setién, inexperiente e sem ideias para solucionar o "problema" Messi.

O fato é que o time sofreu no Espanhol e não transmite confiança. O goleiro é bom, mas a defesa parece lenta para combater inevitáveis contra ataques.

Depois de um 2015 inesquecível, o Barcelona foi perdendo fôlego na Europa. Perdeu Neymar, perdeu oportunidades, contratou mal. Ainda assim, sempre chegava como um dos candidatos. Afinal, é o time de Messi.

As viradas sofridas para Roma e Liverpool, nas últimas duas Champions, mostraram que o Barça já não era o mesmo.

Uma eliminação para o Napoli já não seria algo tão espantoso assim. Espantoso mesmo é se o Barça for campeão europeu.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do informado, Modric não é jogador do Barcelona, mas do Real Madrid. O erro foi corrigido.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Julio Gomes