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Cristiano Ronaldo não ajudou a consagração de Buffon. Napoli campeão!

Jogadores do Napoli comemoram título da Copa da Itália após vitória nos pênaltis contra a Juventus - REUTERS/Alberto Lingria
Jogadores do Napoli comemoram título da Copa da Itália após vitória nos pênaltis contra a Juventus Imagem: REUTERS/Alberto Lingria
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

17/06/2020 18h26

Depois do Bayern na Alemanha, saiu mais um campeão na Europa, neste futebol pós-pandemia. É o Napoli, campeão da Copa da Itália ao vencer a Juventus nos pênaltis por 4 a 2.

Napoli e Juventus fizeram uma equilibradíssima final nesta quarta, no estádio Olímpico de Roma. No fim, com o empate sem gols, a disputa foi para pênaltis. E foi para o espaço a chance de vermos Buffon campeão pela última vez na carreira - o veteraníssimo ainda pode ser campeão italiano e até da Champions, mas, salvo lesão, quem estará em campo será o titular da posição, o polonês Szczesny.

Aliás, a final de hoje mostra que Buffon poderia tranquilamente ainda estar jogando - tenho sérias dúvidas se o técnico Sarri deveria continuar com o polonês, um goleiro OK, em vez de um dos maiores guardametas de todos os tempos. Os 42 anos não são problema. Numa final de Champions, digamos, em agosto, quem você escolheria?

Buffon na final da Copa da Itália - Filippo MONTEFORTE / AFP - Filippo MONTEFORTE / AFP
Imagem: Filippo MONTEFORTE / AFP

Buffon fez três defesas espetaculares para evitar a vitória do Napoli no tempo normal. Duas delas, no mesmo lance, já nos acréscimos. Está em forma.

Mas ele não foi ajudado quem está lá para decidir do outro lado: Cristiano Ronaldo. O português fez duas partidas pífias no retorno do futebol, totalmente sem ritmo e sem aquele faro de gol que marcou toda sua carreira. No primeiro tempo, na melhor chance da Juventus em todo o jogo, não teve velocidade para chegar antes do goleiro em um lance de contra ataque. No segundo, sumiu.

A Juventus teve mais posse de bola, mas não parecia a líder e multicampeã italiana no primeiro tempo, e o Napoli foi quem teve as melhores chances, com bola na trave, um pênalti não marcado e exigindo de Buffon boas intervenções. No segundo tempo, a Juve foi mais dominante, mas faltava mobilidade no terço final do campo. Não foram criadas boas chances, somente um outro chute de Dybala. CR7, desaparecido.

Danilo erra cobrança para a Juventus na final da Copa da Itália contra o Napoli - REUTERS/Alberto Lingria - REUTERS/Alberto Lingria
Danilo erra cobrança para a Juventus na final da Copa da Itália contra o Napoli
Imagem: REUTERS/Alberto Lingria

Em uma bola parada, o Napoli quase chegou ao gol da vitória no finalzinho, mas parou em Buffon. Nos pênaltis, no entanto, o jovem goleiro Meret logo defendeu a primeira cobrança, de Dybala. Ato seguido, Danilo, que havia entrado no lugar de Douglas Costa, chutou o seu pênalti nas arquibancadas vazias do Olímpico (foto acima).

Buffon não fez mais milagres, o Napoli converteu suas quatro cobranças e comemorou. Ao contrário da Juve, o Napoli não é campeão todo ano, não. É a sexta Copa da história do clube, que havia levantado a taça pela última vez seis anos atrás.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL