Danilo Lavieri

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No jogo da paz, Felipão dá banho em Tite e faz Atlético-MG atropelar o Fla

No duelo que ficou marcado pela paz restabelecida entre Felipão e Tite, o técnico do Atlético-MG levou a melhor. E não foi por pouco. A espetacular vitória por 3 a 0 em cima do Flamengo em pleno Maracanã teve muito da estratégia do pentacampeão mundial, que agora coloca o time na briga pelo título do Brasileirão após 2º turno espetacular.

Scolari escalou um time forte no seu meio-campo, com Otávio e Edenílson como marcadores no meio-campo, com Zaracho e Igor Gomes ajudando bastante na recomposição. A ideia era congestionar o setor em que o rubro-negro mais tem criatividade. A arapuca ficava completa com Paulinho e Hulk jogando na linha do meio-campo esperando as bolas lançadas para o contra-ataque.

Do outro lado, Tite não tinha Pulgar e escalou um time para lá de ofensivo, com Thiago Maia, que está longe de viver uma boa fase, como o jogador mais marcador do meio-campo. De lá para frente, estavam Gerson, Cebolinha, Arrascaeta, Pedro e Bruno Henrique. Esse último escalado pela direita e aparentemente não tão à vontade.

E aí a estratégia casou perfeitamente para o Atlético-MG, ainda mais com o gol de Paulinho logo no começo do primeiro tempo. Com o 1 a 0, o time recuou e forçou o Flamengo a lançar muita bola aérea. Otávio fazia partida quase impecável e, na grande chance que os cariocas tiveram, com cabeceio de Bruno Henrique, Everson fez defesa espetacular. Arrascaeta quase não tocou na bola.

No segundo tempo, o Flamengo partiu para cima desde o começo e caiu mais uma vez na armadilha. Desta vez, Edenilson disparou e recebeu passe de Paulinho em contra-ataque de almanaque e só esperou Rossi cair para fazer o 2 a 0.

Dali para frente, Tite tentou mudar o cenário do jogo, mas não conseguiu. Tirou Cebolinha, colocou Gabigol e mudou Bruno Henrique de lado. Tirou Matheusinho para a entrada de Wesley e os dois erraram em gols do Galo. Tirou do banco Everton Ribeiro, que logo saiu machucado com lesão no ombro.

Do outro lado, Felipão foi ainda mais fatal. Tirou Igor Gomes, que fazia um grande jogo, para a entrada de Rubens e mais para frente ainda colocou Pavón. O Flamengo se jogou para tentar o empate, mas acabou tomando o terceiro, com passe de Pavón e gol de Rubens.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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