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Danilo Lavieri

REPORTAGEM

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Conmebol ignora carta do Palmeiras, e casos de racismo seguem sem punição

Torcedor do Cerro Porteño imita macaco em jogo contra o Palmeiras pela Libertadores - Reprodução/Twitter
Torcedor do Cerro Porteño imita macaco em jogo contra o Palmeiras pela Libertadores Imagem: Reprodução/Twitter
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

05/07/2022 13h55

A Conmebol não respondeu ao comunicado enviado pelo Palmeiras na semana passada cobrando punições mais severas aos casos de racismo registrado na Libertadores. A entidade sul-americana recebeu a carta alviverde, mas não entrou em contato com o atual bicampeão da competição.

Até aqui, a Conmebol também não divulgou nenhum tipo de punição para os casos de racismo registrados na semana passada nos jogos de Corinthians e Boca Juniors e também Palmeiras e Cerro Porteño. Os vídeos estavam nas mãos dos diretores minutos depois do acontecido.

Como já havia adiantado o blog, o rito burocrático impede agilidade no processo na hora de punir atos racistas. A entidade até mudou o seu regulamento interno para permitir penas mais pesadas, como fechamento de portões, mas nada disso foi tirado do papel até aqui.

Caso o Boca Juniors seja punido por causa das atitudes de seus torcedores e não passe hoje à noite do Corinthians, os argentinos só precisarão cumprir essa punição na próxima edição da Libertadores. Mesma coisa que acontecerá com o Cerro Porteño em caso de eliminação.

Já se o Boca passar para as quartas de final, a tendência é que os argentinos sejam punidos com uma partida sem poder comparecer ao setor de visitantes na Libertadores.

Os clubes brasileiros têm pressionado a Conmebol para que as atitudes cheguem além de comunicados nas redes sociais e nos telões dos estádios.

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