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Danilo Lavieri

REPORTAGEM

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Por dívida com empresários, Vasco é proibido de contratar por seis meses

Escudero em disputa de bola durante Vasco x Grêmio - Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Escudero em disputa de bola durante Vasco x Grêmio Imagem: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Colunista do UOL*

23/03/2022 19h01

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*Com Bruno Braz, do UOL, no Rio de Janeiro

O Vasco está proibido de registrar qualquer novo atleta pelos próximos seis meses. A decisão foi tomada hoje (23) na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD, por conta de uma dívida de pouco menos de R$ 320 mil com a G3 Consultoria Esportiva, que intermediou a contratação de Damián Escudero, em 2016.

A disputa entre clube e empresários acontece há muito tempo, entre recursos, acordos não cumpridos e até mesmo uma advertência da CNRD ao time do Rio de Janeiro antes de a punição ser efetivamente aplicada como foi hoje.

Escudero chegou a São Januário com o rótulo de presente de natal do então presidente Eurico Miranda, mas não teve muito sucesso. Ele deixou o clube após ação na Justiça por falta de pagamento em 2018. O jogador se aposentou do futebol em 2021.

O Vasco poderá entrar com recurso no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem, o CBMA. Outra forma de se livrar da punição é também pagar essa dívida, o que faria a ação ser extinta.

Em contato com a reportagem, o vice-jurídico do Vasco, José Cândido Bulhões, disse que o pagamento já foi feito integralmente e que o time se manifestará nos autos do processo. Ao blog, pessoas da diretoria vascaína afirmaram que foram pegas de surpresa com a punição, uma vez que o clube já estava efetuando os procedimentos para provar o pagamento.

Recentemente, o Vasco recebeu um empréstimo-ponte no valor de R$ 70 milhões da 777 Partners, empresa que deseja gerir a possível SAF cruzmaltina. Segundo a diretoria, o clube usou o aporte para quitar salários atrasados, pagar fornecedores, dívidas em geral, além de acordos com o Governo Federal.

Nesta quinta-feira (24), o Conselho Deliberativo se reúne mais uma vez, desta vez para votar a alteração no estatuto que permite a formação da Sociedade Anônima de Futebol. Esta é a terceira etapa de um total de até seis que acontecerão caso a SAF seja criada e vendida ao fundo norte-americano.

Após esta, ainda poderão restar mais três, sendo mais uma votação no Deliberativo e mais duas entre os sócios.

Se a venda da SAF for concretizada, há um memorando de entendimento que prevê um aporte de mais R$ 120 milhões - do total de R$ 700 milhões - no ato da assinatura.

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