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Danilo Lavieri

REPORTAGEM

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Quem pode comprar direitos de times que ficam sem TV fechada em 2022

Câmera de TV filma bola de futebol antes de partida do Brasileirão 2021 - Fernando Moreno/AGIF
Câmera de TV filma bola de futebol antes de partida do Brasileirão 2021 Imagem: Fernando Moreno/AGIF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

30/09/2021 12h10

A Turner anunciou na última terça-feira (28) que não vai mais transmitir o Campeonato Brasileiro em 2022. Isso significa que Palmeiras, Santos, Athletico-PR, Juventude, Bahia, Ceará e Fortaleza estão livres para negociar seus direitos de TV fechada para a próxima temporada. Mas quem pode comprar?

O primeiro nome que vem à cabeça do torcedor é o do Sportv. A empresa da Globo já tem o direito da maioria dos times do Brasileirão e poderia negociar com o restante para ficar com o pacote completo na Série A. Ela manteria o sistema de dividir o pagamento em cotas que considerariam números de jogos transmitidos, colocação na tabela e uma parte fixa, no mesmo modelo que já é feito atualmente.

A concorrência, no entanto, aumenta consideravelmente com a Lei do Mandante sancionada recentemente por Jair Bolsonaro. Se inicialmente a mudança afetaria mais a Série B, com a saída da Turner, a lei poderia ser aplicada já na próxima temporada com as equipes da elite.

O principal concorrente do Sportv é o Grupo Disney, com FOX e ESPN como possibilidades. Em 2022, eles poderiam transmitir qualquer partida dos times citados acima como mandantes, independentemente dos adversários. É provável que a Globo tente alegar que detém exclusividade em TV fechada com outros times, mas a Justiça tem dado ganho de causa ao Athletico em uma briga bastante semelhante a essa.

A Lei do Mandante ainda abre outras possibilidades para players menos tradicionais no futebol e que têm feito investimentos recentes, como Amazon, Youtube e até mesmo Mercado Livre. Essas empresas poderiam comprar os direitos e transmitir os jogos desde que cobrassem uma assinatura.

Esse sistema de pagamento é necessário para que a transmissão seja caracterizada como para uma TV fechada, sem infringir acordos que já existem para TV aberta.

Ainda nesse sistema, também é possível que os clubes façam suas transmissões próprias, privilegiando sócios-torcedores, por exemplo.

A tendência é que esses grupos que saíram da Turner façam negociação em grupo. Os times já tinham um relacionamento ao negociar os direitos na época em que recusaram as propostas da Globo.

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