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LeBron celebra derrota de Trump, seu desafeto, menos de um mês após título

LeBron James comemora vitória de Biden nas eleições com meme - Reprodução
LeBron James comemora vitória de Biden nas eleições com meme Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

08/11/2020 04h00

LeBron James usou seu prestígio de maior nome contemporâneo da NBA para tentar exercer influência na política de seu país, os Estados Unidos. Por isso, recebeu críticas até mesmo de jornalistas e analistas que consideram que não há espaço para engajamento do tipo aos atletas. Hoje (7), ele usou novamente suas redes sociais para se posicionar a respeito. Dessa vez para comemorar a eleição de Joe Biden a presidente, segundo projeções dos principais veículos de mídia locais.

Mais que o triunfo do democrata, o astro também celebrou a derrota de Donald Trump, candidato à reeleição pelo Partido Republicano, contra quem fez oposição ferrenha nos últimos anos. Isso menos de um mês depois de ter se sagrado campeão da liga americana de basquete pelo Los Angeles Lakers, conquistando o quarto título de sua carreira.

Na colagem acima, LeBron resgata um dos lances mais memoráveis de sua carreira para provocar Trump. Foi quando, pelo Cleveland Cavaliers, ele bloqueou uma tentativa de cesta de Andre Iguodala, no jogo decisivo das finais de 2016, guiando seu time rumo ao título. Na imagem "atualizada", Biden ganha o corpo de James, enquanto Trump leva o toco.

Os tweets de LeBron podem ser vistos como um contra-ataque do jogador em sua relação espinhosa com o presidente dos EUA. Donald Trump já precisou reagir às movimentações do principal atleta e da liga mais popular do país. "O que eles estão fazendo vai destruir o basquete", disse o presidente na sexta à noite sobre os protestos dos atletas na retomada da temporada da 2019/20 da NBA após longa paralisação por conta da da pandemia.

Em um comício neste mês, na Pensilvânia, o presidente voltou a atacar LeBron. Trump culpou o ativismo político do jogador por uma queda na audiência da NBA. "E quanto ao basquete? Que tal LeBron? Me senti mal por LeBron. Me senti muito mal. Queda de 71% e isso é para o campeonato deles", disse, sem citar a fonte dos números citados.

Agora, LeBron usa um dos muitos memes repercutindo a derrota de Trump, que teria sido "demitido" pelas urnas, em referência ao programa "O Aprendiz" —sucesso de audiência no país na década passada, a ponto de ganhar sua versão também na TV brasileira.

A vitória de Trump, aliás, não poderia ter vindo em hora mais providencial para LeBron. Com o título pelos Lakers, ele agora pode se sentir à vontade para visitar a Casa Branca, retomando uma tradição dos campeões da NBA que havia sido rompida durante o mandato de Trump.

Em 2017, por exemplo, o ala, ainda defendendo o Cleveland, LeBron mostrou que não tinha paciência ou admiração alguma por Trump ao chamá-lo de "vagabundo" no Twitter. Na ocasião ele saiu em defesa do armador Stephen Curry, seu rival do Golden State Warriors. Os Warriors haviam se recusado a visitar a sede do governo americano. Uma postura que irritou Trump e motivou ataques do presidente também pelas redes sociais.

Nesta interação com Draymond Green, um dos astros dos Warriors, ele afirma que aceitaria um convite à Casa Branca e que levaria vinho e tequila para a celebração.

Mais que um voto

No decorrer do mandato de Trump, LeBron se lançou como uma das vozes de maior repercussão na oposição ao presidente. Neste ano, foi um dos fundadores e financiadores da ONG More Than a Vote (Mais Que um Voto), que promete fazer campanhas multimilionárias para promover o comparecimento de eleitores negros na votação de novembro. O voto nos EUA não é obrigatório. Se eleitores de determinados perfis demográficos forem mais incentivados a votar, isso pode influenciar o resultado das urnas.

LeBron temia que a pandemia pudesse afastar mais os negros da votação. As primárias da Georgia, em junho, foram consideradas uma "catástrofe" em termos de organização, principalmente em comunidades de maioria não-branca. Essas comunidades tendem a ser mais pobres e, portanto, mais suscetíveis aos riscos do coronavírus.

Com mais riscos, a tendência era que essas comunidades compareçam menos aos locais de votação, principalmente se o voto pelos correios não fosse facilitado. Na mesma Georgia, com forte desempenho de Biden na região metropolitana de Atlanta, os democratas conseguem até o momento uma apertada, mas muito celebrada vitória (ainda provisória) sobre a campanha de Trump.

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