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Leite: Não trabalho com perspectiva de ser vice em chapa com Tebet

Colaboração para o UOL

24/05/2022 09h05Atualizada em 24/05/2022 12h10

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) disse, durante entrevista ao UOL News hoje, que não planeja ocupar a função de vice em uma eventual chapa liderada pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) na disputa presidencial.

"Não estou trabalhando com essa perspectiva. [...] A eleição nacional não se dá apenas pela formação de chapa nacionalmente, mas também pelos palanques regionais, trabalho nos bastidores", disse o tucano.

Leite também volta a ser especulado como candidato à Presidência pelo PSDB, após retirada da pré-candidatura do ex-governador de São Paulo João Doria. Eduardo Leite se esquiva da discussão.

"Se eu quisesse simplesmente ser candidato a presidente, eu tinha opção no momento que me foi ofertado por outros partidos políticos a condição de ser candidato, e eu não troquei de partido. [...] A discussão se dá no PSDB com a participação também em conversas com outros partidos".

Doria anunciou ontem que não será candidato à Presidência neste ano após a pressão de seu partido para que desistisse de sua campanha. A cúpula tucana praticamente chegou a um consenso sobre o apoio à candidatura de Tebet.

Porém, durante a entrevista ao UOL News, Eduardo Leite disse que o apoio à senadora ainda não está consolidado. "Acho que a Simone acaba tendo preferência na discussão, mas não é algo consolidado, o partido tem que discutir isso. A retirada da candidatura de João Doria não significa imediata adesão a uma candidatura ou outra nem a não assunção dessa candidatura significa que irá trabalhar imediatamente outra alternativa".

Leite diz que não há como apoiar Lula no 1º turno

O ex-governador do Rio Grande do Sul ainda disse que não há a possibilidade de apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno da disputa presidencial.

"Não tem essa possibilidade de apoiar Lula logo no primeiro turno, temos divergências profundas do ponto de vista programático para o país. A liderança do PT, ela exerce o poder sempre em função do seu projeto político de poder".

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostra que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) deverá ser responsável na campanha petista por conquistar apoio de tucanos já no primeiro turno.

A expectativa de integrantes da campanha de Lula é que um setor importante do PSDB irá aderir à candidatura petista, graças a um movimento encampado por Alckmin.