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Garotinho defende câmeras nas fardas e romper contrato com SuperVia

Matheus Mattos e Beatriz Gomes

Colaboração para o UOL, em São Paulo, e do UOL, em São Paulo

18/05/2022 18h09Atualizada em 18/05/2022 18h14

O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo União Brasil, Anthony Garotinho, defendeu o uso de câmeras nas fardas dos policiais e disse que pretende romper contrato com a SuperVia, durante sabatina UOL/Folha.

Garotinho disse que as câmeras "eram algo defendido por mim há muito tempo, mas na época [em que foi governador, entre 1999 e 2002] não tínhamos tecnologia suficiente para isso".

Em relação a SuperVia, ele disse que a empresa não cumpre o contrato e teria de devolver a concessão. "Não será nenhum problema o estado assumir. Vai fazer melhor do que a SuperVia está fazendo", disse.

O pré-candidato disse que deseja voltar com o conceito de "polícia de proximidade", estratégia que aproxima a população das forças de segurança, mas defendeu também outras medidas.

"A política de proximidade é um tipo de ação, não pode ser a única. Não se pode achar que só mandando polícia para dentro da comunidade que vai resolver problemas. Você tem que fazer com que a comunidade não fique refém do dinheiro do tráfico", afirmou.

Sobre recriar a Secretaria de Segurança, disse que não vê a necessidade de duas secretarias nessa área, citando a Secretaria de Polícia civil e a Secretaria de Polícia Militar. "O que nós temos que ter é uma unidade nos procedimentos e a uniformização de todo o trabalho da polícia, além de fortalecer a corregedoria externa e aproximar a política de segurança do estado com o que há de mais moderno no mundo."

"Os investimentos que são necessários para a polícia deixaram de existir. Hoje você tem o Ministério Público com mais recurso de inteligência do que a própria Polícia Civil do Rio", criticou.

Também afirmou que vai renegociar a dívida do Rio com a União. "Hoje o próximo governador tem um grande desafio: ele tem que sentar a mesa com a equipe econômica do novo governo federal e repactuar o regime de recuperação fiscal. O regime de recuperação fiscal da forma que foi colocado é insustentável. Sem isso é impossível, sabe por quê? O governador fica refém de qualquer presidente que seja."

Pesquisa

Segundo pesquisa Datafolha divulgada em abril, há um empate técnico na liderança entre o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e o atual governador, Cláudio Castro (PL), na disputa ao governo do estado.

O terceiro lugar traz oito candidatos tecnicamente empatados: Anthony Garotinho (União Brasil), com 7%; Rodrigo Neves (PDT), com 5%; Eduardo Serra (PCB), com 4%; General Santos Cruz (Podemos), também com 4%; Cyro Garcia (PSTU), com 3%; André Ceciliano (PT), com 2%; Felipe Santa Cruz (PSD), com 2%; e Paulo Ganime (Novo), que tem 1% das intenções de voto.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja os números:

  • Marcelo Freixo (PSB): 18%
  • Cláudio Castro (PL): 14%
  • Anthony Garotinho (União Brasil): 7%
  • Rodrigo Neves (PDT): 5%
  • Eduardo Serra (PCB): 4%
  • General Santos Cruz (Podemos): 4%
  • Cyro Garcia (PSTU): 3%
  • André Ceciliano (PT): 2%
  • Felipe Santa Cruz (PSD): 2%
  • Paulo Ganime (Novo): 1%
  • Brancos e nulos: 30%
  • Indecisos: 9%