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Viana defende polícia forte e culpa Zema por ato por reajuste salarial

Pedro Vilas Boas e Matheus Mattos

Colaboração para o UOL

13/05/2022 11h09Atualizada em 13/05/2022 13h36

Pré-candidato pelo PL ao governo de Minas Gerais, o senador Carlos Viana defendeu, durante sabatina UOL/Folha realizada hoje, uma polícia com corregedoria mais forte e culpou Romeu Zema (Novo) por reajustes salariais não cumpridos que motivaram manifestações.

Viana também se posicionou a favor de "penas mais severas para crimes hediondos" e defendeu o uso de câmera nas fardas.

"Ser de direita não é ser a favor do 'pau de arara'. É você valorizar os policiais, mas respeitar a vida. O encarceramento tem que ser revisto em várias situações. Eu defendo, por exemplo, uso de câmeras para dar, inclusive, segurança aos policiais nas ações", afirmou.

"Uma sociedade precisa ter uma polícia controlada, que tenha corregedoria forte, que seja investigada livremente, inclusive pelo Ministério Público."

Policiais foram às ruas para cobrar um reajuste maior nos salários. Viana disse que a culpa foi do próprio Zema.

"O Supremo [Tribunal Federal] já disse isso com muita clareza. Greve de policiais é ilegal, mas os policiais que foram para as ruas não estão mais na ativa em sua maioria. O governador prometeu aumento. Temos perdido cada vez mais servidores públicos qualificados porque não há valorização da carreira. O governo precisa criar um equilíbrio, mas tem que valorizar o policial."

Outra crítica ao governo atual foi sobre o destino dado ao dinheiro da indenização pela tragédia de Brumadinho, quando morreram 270 pessoas soterradas por resíduo de minério.

"O dinheiro da reparação está sendo proposto apenas para projetos que já existem ou criar alguns novos. Nós não temos R$ 1 desse dinheiro para a construção de casas populares ou para trabalhar urbanização de vilas e favelas. É uma reparação social que poderia estar sendo feita."

O senador prometeu investir em outras frentes que não a mineração, porque é um recurso limitado, e criticou o licenciamento para mineração na Serra do Curral.

"Minas Gerais depende de mineração de forma absurda. As minas vão exaurir e a população não vai aceitar. Temos a Serra do Curral, que é cartão-postal da cidade, que, recentemente, ganhou licença à noite para começar mineração. Isso está indicando um caminho para gente. Temos que buscar outras fontes de renda para Minas Gerais."

Questionado sobre a demora nas obras para ampliação do metrô de Belo Horizonte, o pré-candidato comentou sobre a proposta que agiliza o processo e evita aumento nas tarifas.

"As obras vão começar rápido. A linha 2 do Barreiro tem que estar pronta em 2028, é o que está previsto no edital. A empresa terá dois anos para poder adequar o projeto", disse, citando que Zema só entrou na discussão do projeto quando o governo federal aportou R$ 2,8 bilhões.

"A única maneira de não aumentar as tarifas do setor público nos municípios da região metropolitana é fazendo uma integração dentro de um projeto novo do metrô. É uma solução que vai resolver um problema de 30 anos aqui em Belo Horizonte."

Pesquisa Genial/Quaest

Pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje aponta o atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à frente na corrida eleitoral para o governo do estado, com 41% na pesquisa estimulada — quando é apresentada a lista de nomes dos pré-candidatos. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), aparece em segundo lugar, com 30%.

O senador Carlos Viana (PL) aparece em terceiro lugar, com 9% das intenções de voto.

Com 41%, Zema possui mais intenções de voto do que os demais pré-candidatos somados (39%) e, por isso, há a possibilidade de vitória em primeiro turno. No entanto, por conta da margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa aponta a chance de a disputa ir para o segundo turno.

Foram ouvidas 1.480 pessoas entre 7 e 10 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada na Justiça Eleitoral com o número MG-03191/2022. O nível de confiança, segundo o instituto, é de 95%.