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Testamos: Peugeot 2008 Allure é boa escolha de SUV, inclusive para PCD

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

13/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Versão de entrada do 2008 custa R$ 69.990 e é alternativa para PCD
  • Boa lista de equipamentos e visual atualizado são principais virtudes
  • SUV tem motor 1.6 flex de até 118 cv

O segmento de SUVs compactos é um dos mais importantes do mercado brasileiro. É por isso que praticamente todas as grandes montadoras participam da categoria - apenas a Toyota (ainda) não tem seu representante.

A Peugeot compete com o 2008, que nunca foi um grande sucesso de vendas. A marca, porém, espera reverter este cenário com a estreia do SUV reestilizado, que pode ter mais chances de encarar seus rivais mais fortes, como Jeep Renegade e Hyundai Creta.

Parte deste sucesso passa pela versão Allure. A opção de entrada do 2008 custa R$ 69.990, justamente no limite do valor exigido por lei para venda de veículos para PCD (Pessoa com Deficiência). Eis um dos motivos principais para que ele também seja uma boa opção para este público. Mas não é o único.

Design atraente

Lançado no país em 2015, ele ganhou mudanças bem discretas, incluindo uma nova grade frontal parecida com a do 3008. A plástica fez o 2008 ganhar um estilo mais atraente e atual, embora ele ainda não estivesse defasado.

Dianteira ganhou grade inspirada no estilo do 3008 - Murilo Goes/UOL
Dianteira ganhou grade inspirada no estilo do 3008
Imagem: Murilo Goes/UOL

A versão Allure não traz alguns equipamentos, como os faróis de neblina e rodas de liga leve. Estes itens, porém, não empobrecem o visual do SUV a ponto de torná-lo menos atraente. Pelo contrário: as calotas de 15 polegadas têm um desenho bonito e até passam por rodas de alumínio olhando de longe.

A lista de itens de série agrada para uma versão de entrada. Há quatro airbags, ar-condicionado, direção elétrica, iluminação diurna em LEDs, vidros elétricos, piloto automático, espelhos retrovisores elétricos, central multimídia com tela tátil de sete polegadas e suporte a Android Auto e Apple CarPlay, travas elétricas e rodas de aço com calotas.

Falta só um pouco da imponência no design, algo que agrada tanto aos consumidores de utilitários esportivos. O 2008 sempre teve uma aparência mais parecida com uma perua do que SUV - e isso não é ruim, pelo menos não na opinião deste que vos fala.

Dirigibilidade é virtude

Praticamente nada mudou por dentro do 2008. O painel de instrumentos é o mesmo do 208, incluindo o volante de diâmetro menor. É ele o responsável pela boa posição de dirigir, que agrada muito quem gosta de guiar. Causa um pouco de estranhamento ver o quadro de instrumentos por cima do aro do volante, mas logo você se acostuma com isso - e até começa a achar bom.

Interior tem acabamento simples e bancos de tecido, mas não parece de carro "barato" - Murilo Goes/UOL
Interior tem acabamento simples e bancos de tecido, mas não parece de carro "barato"
Imagem: Murilo Goes/UOL

Como você deve imaginar, o interior da versão Allure é mais modesto do que a Griffe, mas pouco muda em relação à versão Allure Pack. Os comandos do ar-condicionado são analógicos e há plástico por todos os lados. Porém, alguns detalhes na cor prata (como as molduras das saídas de ar e o aro do volante) denotam capricho e dão um bem-vindo toque de esportividade.

O espaço interno é um dos maiores defeitos do 2008 - e isso só vai mudar na estreia de uma nova geração. O SUV não é uma boa escolha para quem mede mais de 1,80 metro, especialmente se a viagem for no banco traseiro. E olha que o espaço para as cabeças poderia ser pior, já que o carro tem um ressalto no teto justamente para ampliar a área nesta parte do habitáculo.

Motor 1.6 16V entrega até 118 cv se abastecido com etanol - Murilo Goes/UOL
Motor 1.6 16V entrega até 118 cv se abastecido com etanol
Imagem: Murilo Goes/UOL

O porta-malas tem capacidade para 402 litros e é menor do que alguns rivais, como Nissan Kicks (432 litros), Hyundai Creta (431 litros) e VW T-Cross (420 litros). Em contrapartida, ele é maior do que outros SUVs, como Jeep Renegade (320 litros) e Chevrolet Tracker (306 litros).

O motor 1.6 16V flex entrega 118 /115 cv e torque máximo de 16,1 kgfm com qualquer um dos combustíveis. O câmbio é automático de seis marchas e forma um bom casamento com a motorização.

O 2008 tem boas respostas ao pisar no acelerador e não decepciona nas retomadas de velocidade, embora seja evidentemente mais lento do que as versões equipadas com o motor 1.6 turboflex de 173 cv.

Traseira não mudou nada em relação ao antigo 2008 - Murilo Goes/UOL
Traseira não mudou nada em relação ao antigo 2008
Imagem: Murilo Goes/UOL

Vale a pena?

Quem procura um SUV compacto por um preço mais acessível do que a concorrência e não dispensa a comodidade do câmbio automático tem no 2008 Allure uma boa opção.

Bonito, bem equipado e gostoso de dirigir, ele se firma como uma das melhores alternativas na "porta de entrada" do universo dos SUVs compactos.

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