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Sabia que o número de ossos no corpo diminui com a idade? Quantos temos?

Ossos do corpo humano vão diminuindo com a idade - iStock
Ossos do corpo humano vão diminuindo com a idade Imagem: iStock

Nathalie Ayres

Colaboração para VivaBem

31/08/2022 04h00

Já se perguntou quantos ossos tem o corpo humano? Esse número não é sempre igual. Ao nascer, ele é bem maior, por incrível que pareça.

"São quase 100 ossos a mais que os adultos", calcula o ortopedista Gustavo Tadeu Sanchez, diretor da SBTO (Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico). Um adulto tem, no total, 206 ossos no corpo.

"Os bebês têm boa parte dos ossos formados por cartilagem e com núcleos de crescimento separados, isto faz com que o número de ossos por esta divisão seja maior na população pediátrica. Durante o crescimento, esses núcleos se fundem, além do crescimento normal dos ossos", diz.

Da mesma forma, essa fusão continua ocorrendo com o passar dos anos, "reduzindo" esse número. "Não há nenhum osso que 'desaparece'. Porém, a partir dos 40 anos, alguns ossos se fundem, perdendo a mobilidade independente", elucida Mateus Saito, ortopedista do Instituto Vita e coordenador médico da Confederação Brasileira de Judô.

Esse fenômeno é conhecido por sinostose. "Desta forma, seguindo a divisão dos anatomistas, alguns ossos como crânio e bacia, que são contados por suas partes separadas, passam a ser contados como número menor. O tempo exato pode variar conforme gênero, idade e região", explica Sanchez.

Como são divididos os ossos do corpo?

Os anatomistas e ortopedistas usam diversas formas para classificar e dividir os ossos do corpo, são elas:

  • Longos ou curtos;
  • Planos, irregulares, pneumáticos ou sesamoides;
  • Axiais ou apendiculares.

Esta última classificação ocorre conforme a localização dos ossos:

  • Os axiais são os que formam tronco, pescoço e cabeça, o que engloba os ossos do crânio, coluna cervical, coluna torácica, coluna lombar, sacro e cóccix, compondo 80 ossos ao todo;
  • Já os apendiculares são os ossos dos membros superiores (como úmero, rádio, ulna, metacarpos, falanges, ossos do carpo, clavícula) e os dos membros inferiores (tais quais fêmur, patela, tíbia, tálus, calcâneo, metatarsos, falanges, cuboide, cuneiforme e cunhas medial, intermédia e lateral), além da pelve (ilíaco, ísquio e púbis), totalizando 126 ossos.

O maior osso do corpo humano é o fêmur, localizado na coxa da perna. Já os menores estão localizados no ouvido: estribo, bigorna e martelo, conforme explica Marcelo Lopes, ortopedista do HU-UFPI (Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí), vinculado à rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

Existem pessoas que têm mais ossos no corpo?

Sim, é possível ter um número maior de ossos do que o citado no início deste texto. "Algumas pessoas podem ter ossos acessórios, extranumerário (ex: vértebra de transição na coluna) ou mesmo ossos que não têm sua fusão completa durante o desenvolvimento", ensina Sanchez.

Quais as funções dos ossos do nosso corpo?

Os ossos fazem parte do nosso sistema locomotor, o que já evidencia sua importância nos nossos movimentos de ir e vir. Mas sua função vai além disso:

  • Protegem órgãos considerados nobres, como o cérebro, coração, pulmões e medula;
  • Participam na produção de células sanguíneas através do sistema hematopoiético (hemácias) e de defesa (linfócitos);
  • Agem como reserva de nutrientes como cálcio, fósforo, glicogênio e gordura.

Há ainda funções específicas de alguns ossos, como as costelas que auxiliam na respiração.

Como cuidar da nossa saúde óssea?

Os ortopedistas entrevistados indicam os seguintes cuidados para ter uma boa saúde óssea:

  • Dieta rica em cálcio e vitamina D e com aporte proteico adequado;
  • Boa exposição solar, idealmente por 15 minutos sem protetor solar nos horários de maior segurança (antes das 10h e depois das 16h);
  • Não fumar;
  • Consumo de álcool moderado;
  • Prática regular de exercícios, que ajuda no ganho de estoque ósseo até os 30 anos e na diminuição de seu gasto após essa idade;
  • Manutenção de um peso adequado.

Quando isso não acontece, os ossos vão ficando mais fracos com a idade, o que pode levar à sua fragilidade, ocasionando os quadros de osteopenia e, posteriormente se nada for feito, osteoporose, em que a pessoa terá um índice maior de fraturas e dificuldade na recuperação delas.

"Também pode incorrer em índice maior de dores nos ossos e perda de estatura pelo achatamento de vértebras da coluna", reforça Sanchez.

Errata: este conteúdo foi atualizado
Diferentemente do que afirmava a primeira versão deste texto, os ossos da pelve não são parte do esqueleto axial, mas sim do apendicular. A informação já foi corrigida.