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Como funciona o sensor de glicemia que Loreto usa no bumbum?

José Loreto e Jesuíta Barbosa, atores de Pantanal, nadam nus nos rios da região - Reprodução Instagram
José Loreto e Jesuíta Barbosa, atores de Pantanal, nadam nus nos rios da região Imagem: Reprodução Instagram

Luiza Vidal

De VivaBem*, em São Paulo

27/05/2022 13h02

A foto que o ator José Loreto postou, deixando o bumbum à mostra, ao lado de Jesuíta Barbosa, fez sucesso no Instagram. O que muitas pessoas talvez não tenha percebido é um pequeno detalhe na foto: o sensor de glicemia em uma das nádegas.

José Loreto tem diabetes tipo 1 e faz o tratamento desde mais novo. O aparelho utilizado por ele é responsável por fazer o acompanhamento dos níveis de glicemia, que é a quantidade de glicose (açúcar) no corpo.

Mas o sensor é pequeno, tem o tamanho de uma moeda, e geralmente é inserido no braço da pessoa por meio de uma cânula de silicone (uma "agulha" bem molinha). É indolor e pode ser utilizado por, no máximo, 14 dias, de forma contínua.

O preço é salgado e nada acessível para uma parcela da população. Custa, em média, de R$ 259 e R$ 354. Ou seja, para tê-lo, o paciente deve dispor de até R$ 700 por mês.

A diferença dele é o monitoramento contínuo da glicose. Com um rápido scanner pelo celular ou pelo leitor vendido junto, a tecnologia "flash" é capaz de mostrar os altos e baixos do açúcar no sangue. Sem esse aparelho também é possível acompanhar os índices de açúcar no sangue pelo glicosímetro durante o dia, que é medida feita por uma fitinha ao picar o dedo.

"É o que temos de mais estabelecido, de muitos anos, para o controle do diabetes. Mas não dá para fazer essa monitorização contínua, igual ao sensor. Infelizmente, é um monitoramento pontual, mas que ainda assim nos ajuda muito"*, explica Virgínia Fernandes, endocrinologista do Hospital Universitário Walter Cantídio, da UFC (Universidade Federal do Ceará), da Rede Ebserh.

A medida pela ponta do dedo, como lembra a médica, é válida quando a tecnologia falha. Caso apareçam dados muito divergentes, o exame pelo glicosímetro pode trazer uma outra visão. Isso mostra como ambas medidas são aliadas. A diferença é que uma usa o sangue capilar pela ponta do dedo e o sensor pega o líquido intersticial, um fluído presente nas células.

"Hoje, os pacientes usuários de insulinas que não têm o sensor usam o glicosímetro que já traz informações fantásticas. Uma coisa não substitui a outra, elas se complementam. Quando o sensor dá defeito, é essa medida que salva", diz Fernandes.

Entenda o diabetes

O diabetes mellitus é uma doença do metabolismo que tem como principal característica o excesso de glicose no sangue. A glicose é um tipo de açúcar, produzido a partir dos alimentos que a gente ingere, e nossa principal fonte de energia.

O diabetes pode ter duas causas diferentes: nos pacientes com diabetes tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina, o hormônio que leva a glicose para dentro das células, para que o açúcar seja usado como combustível.

Já em pacientes com diabetes tipo 2, o organismo não produz quantidade suficiente de insulina ou não consegue empregar o hormônio produzida de forma adequada.

* Com informações de reportagem publicada em 24/07/2018 e 22/07/2021.

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