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Christiane Pelajo entra em barril de gelo; mas método nem sempre é indicado

Reprodução
Imagem: Reprodução

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

21/05/2022 10h36

De férias em Trancoso, na Bahia, a jornalista da Globo News Christiane Pelajo, 51, compartilhou uma foto em seu Instagram na qual aparece dentro de um barril de gelo. "Que experiência incrível! Recomendo a todos! É uma tina lotada de gelo. O nome é Método Wim Hof. Respiração e autocontrole resolvem tudo! Amanhã vou fazer de novo! Não imaginei que fosse gostar tanto!", afirmou.

A técnica, citada por ela, surgiu como uma nova forma de terapia com o intuito de melhorar o sistema imunológico, o equilíbrio dos níveis hormonais, o aumento no nível de oxigênio do sangue, e a melhora da qualidade do sono. Basicamente estamos falando da crioterapia, técnica que já foi feita por outros famosos como o ator Kauã Reymond e Lady Gaga.

A prática, normalmente é usada por atletas profissionais e amadores de esportes após atividades de grande exigência. No método, o esportista mergulha as partes do corpo mais exigidas no treino em uma banheira, barril ou tanque cheio de água e gelo —com uma temperatura de mais ou menos 4 °C — por aproximadamente quatro minutos.

O gelo possui efeito vasoconstritor (reduz o diâmetro dos vasos sanguíneos) e analgésico, o que contribui para diminuir dores musculares e acelerar a recuperação das pequenas lesões provocadas pelo exercício.

A técnica é mais indicada para pessoas que praticam atividades físicas intensas e/ou de longa duração e têm um grande volume de treino.

"Jogadores de futebol, corredores, maratonistas e praticantes de esporte coletivos podem usar o método. Quem não possui uma rotina esportiva intensa, não aconselho", afirma Maurício Garcia, fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Setor de Fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia.

Método é desagradável e exige cuidados

Em sua publicação, Pelajo parece bem relaxada, no entanto, a crioterapia costuma ser bastante desagradável para maioria das pessoas —gera 'queimação" e até cãibras. "No começo, muitos atletas amadores sofrem para entrar no gelo e não conseguem suportar os quatro minutos", diz Garcia.

O fisioterapeuta ainda alerta que a terapia exige alguns cuidados para não trazer riscos à saúde. A temperatura da água/gelo deve ser controlada, a pessoa não pode ficar muito tempo imersa e precisa proteger as extremidades do corpo (mãos e pés) e a região genital.

"Por isso, é importante entrar com meias, luvas próprias ou deixar as mãos para o lado de fora", diz. Se for feita de forma exagerada e ter o tempo limite excedido, a crioterapia provoca hipóxia, déficit de oxigênio em algumas partes do corpo, levando a necrose.

Pessoas que não praticam atividades físicas tão intensas podem investir em outros métodos mais simples para reduzir dores musculares, como massagem —a tradicional ou com rolo de espuma, chamada de liberação miofascial —, além de respeitar os períodos de descanso, ter uma boa noite de sono e alimentação saudável.

*Com informações da reportagem publicada em 15/01/2019.

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