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Coronavírus: dose de reforço dá reação? Quais os sintomas comuns?

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Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

06/12/2021 12h06

O Ministério da Saúde anunciou, em novembro, que todos os brasileiros adultos (maiores de 18 anos) poderiam receber a dose de reforço da vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Até então, a estratégia de imunização previa o reforço apenas para indivíduos acima de 60 anos, profissionais da saúde e os imunossuprimidos após seis meses da aplicação da segunda dose do esquema vacinal original.

Quase um mês depois do anúncio, uma das dúvidas que mais surgem nas conversas —especialmente nas redes sociais— é sobre o medo de ter alguma reação com a terceira dose da vacina, da mesma forma (ou pior) que sentiram quando receberam a primeira ou a segunda dose.

Dose de reforço pode dar reação?

A resposta é: sim, a dose de reforço pode provocar alguma reação no organismo igual às outras aplicações vacinais. Dito isso, embora esse quadro seja possível, ele não é provável, de acordo com os especialistas ouvidos por VivaBem.

"Via de regra, a chance de reação nesse reforço é pequena e, se ocorrer, costuma ser de leve a moderada", afirma Alexandre Naime, infectologista e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

O que ocorre é que, de acordo com o PNI (Plano Nacional de Imunização), o reforço da vacinação deve ser feito preferencialmente com a vacina da Pfizer —que, junto com o imunizante de Oxford/AstraZeneca, tem um potencial maior para apresentar reações adversas.

"Já sabemos que, em adultos e jovens, as duas vacinas podem provocar mais reações do que em idosos", diz o médico Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Vale destacar que isso não tem relação com a intercambialidade de vacinas, ou seja, receber um imunizante diferente daquele usado no esquema vacinal original e que essa troca não provoca nenhum problema para a saúde no geral.

No entanto, é importante reforçar que estamos falando aqui de reações consideradas leves a moderadas, como febre, dor de cabeça, fadiga, dor e vermelhidão no local da aplicação, e que tendem a desaparecer em até 48 horas. "Tudo isso pode ser lidado com analgésicos e antitérmicos, não precisa ter medo", afirma Kfouri. "O medo nós temos que ter da doença, que é muito mais grave", alerta.

E se eu não sentir nada?

Enquanto algumas pessoas têm medo de sentir algum efeito colateral, outras ficam apreensivas depois de receber a dose de reforço e não experimentarem nenhuma reação adversa —e começam a duvidar se a vacina realmente foi aplicada ou se vai ter algum efeito.

Bem, se esse é o seu caso, fique tranquilo: não sentir nada após a aplicação de qualquer dose da vacina (e não apenas o reforço) não significa que o imunizante não foi aplicado ou que não está fazendo efeito. "A grande maioria das pessoas não vai sentir nada mesmo", afirma Kfouri.

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