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Com 658 novas mortes de covid-19, Brasil tem a menor média desde março

Brasil supera 514 mil mortes e tem 18,4 milhões de casos durante toda a pandemia - Carlos Madeiro/UOL
Brasil supera 514 mil mortes e tem 18,4 milhões de casos durante toda a pandemia Imagem: Carlos Madeiro/UOL

Carolina Marins, Denise Bonfim, Douglas Porto e Ricardo Espina

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

28/06/2021 19h03Atualizada em 28/06/2021 21h06

O Brasil registrou hoje 658 mortes de covid-19, totalizando 514.202 vidas perdidas desde o início da pandemia. Com os números da última semana, a média móvel de óbitos foi a menor desde março, ficando abaixo de 1.700 pelo segundo dia consecutivo. Os dados são obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

A queda nos registros é comum após fins de semana e feriados, quando os dados ficam represados pelas secretarias de saúde. Por conta dessas oscilações, a média móvel diária contabiliza os dados dos últimos sete dias e é o índice mais adequado para a análise do comportamento da pandemia, segundo especialistas. Ela corrige as flutuações nos números e torna possível observar se a doença está crescendo ou caindo no país, ou nos estados.

Hoje este índice ficou em 1.626, o menor desde 9 de março, quando foram registrados 1.572 óbitos na média de sete dias. Com isso, o país teve o segundo dia consecutivo de queda na comparação com 14 dias atrás.

Média móvel - 28/06 - UOL - UOL
Imagem: UOL

Ainda assim, a média móvel continua alta, estando acima de 1.000 há 159 dias. Durante a chamada primeira onda, o maior tempo que a média móvel ficou acima de mil foi 31 dias.

Desde as 20h de ontem, foram 30.307 novos diagnósticos, totalizando 18.447.420 casos da doença. Vale ressaltar que os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Nenhum estado registrou tendência de aceleração nesta segunda-feira. Dez tiveram estabilidade, enquanto 16 e o Distrito Federal tiveram queda.

Das regiões, apenas o Sudeste teve tendência de estabilidade com -8%. Já Centro-Oeste (-19%), Nordeste (-25%), Norte (-22%) e Sul (-36%) tiveram queda.

Evolução média móvel estados - 28/06 - UOL - UOL
Imagem: UOL

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-13%)

  • Minas Gerais: estável (-10%)
  • Rio de Janeiro: queda (-33%)
  • São Paulo: estável (1%)

Região Norte

  • Acre: queda (-83%)
  • Amazonas: queda (-26%)
  • Amapá: queda (-36%)
  • Pará: queda (-16%)
  • Rondônia: queda (-31%)
  • Roraima: queda (-31%)
  • Tocantins: estável (12%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (7%)
  • Bahia: queda (-26%)
  • Ceará: queda (-16%)
  • Maranhão: estável (-7%)
  • Paraíba: queda (-46%)
  • Pernambuco: queda (-36%)
  • Piauí: estável (9%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-35%)
  • Sergipe: queda (-36%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-38%)
  • Goiás: queda (-22%)
  • Mato Grosso: estável (-2%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-17%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-66%)
  • Rio Grande do Sul: estável (-14%)
  • Santa Catarina: estável (13%)

Dados do ministério

Em boletim divulgado hoje, o Ministério da Saúde informou que o Brasil reportou 618 novas mortes provocadas pela covid-19 entre ontem e hoje. Desde o começo da pandemia, houve 514.092 óbitos causados pela doença em todo o país.

Pelos números do ministério, houve 27.804 casos confirmados de covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas, com um total de 18.448.402 infectados desde março de 2020.

Segundo o governo federal, 16.673.329 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.260.981 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de saúde das 27 unidades da federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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